A PF, porém, afirma que ainda não sabe a localização de Pizzolato. A prisão dele foi decretada no final da última semana. Mas não foi confirmado nem mesmo se ele viajou para a Itália, como afirmou o condenado em nota divulgada no final de semana. Ou seja, o Brasil pode nunca iniciar o processo de extradição, caso ele não seja encontrado. A polícia pediu a colaboração da Interpol, segundo interlocutores, por ser considerada uma das hipóteses a fuga para o exterior.
Os órgãos públicos ainda têm dúvidas sobre quem deve iniciar o processo de extradição, caso o condenado seja localizado. O Ministério Público Federal entende que cabe à instituição pedir a extradição ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, por sua vez, solicita ao Ministério da Justiça. Mas há quem entenda que o Ministério da Justiça é o responsável por todo o processo.
Segundo o advogado Marcio Garcia, especialista em direito internacional, contudo, cabe ao STF pedir a extradição. "Quem condenou é a autoridade competente", diz. O caminho do processo, segundo ele seria: o STF pede ao Ministério da Justiça, que pede ao Ministério das Relações Exteriores, que pede à Itália.