Política

Supremo determina nova perícia médica em Genoino

Junta reunirá três cardiologistas para esclarecer se deputado precisa ficar perto de sua residência

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, determinou nesta quinta a realização de perícia médica no deputado federal licenciado José Genoino (PT-SP), condenado a 4 anos e 8 meses de reclusão pelo processo de mensalão e que cumpre pena em Brasília. A informação está publicada no site do Supremo. Genoino já foi submetido a uma perícia médica feita pelo Instituto Médico Legal (IML), que atestou que o deputado tem doença grave e precisa de cuidados específicos.

De acordo com a decisão de Barbosa, a junta médica "deverá esclarecer se, para o adequado tratamento do condenado, é imprescindível que ele permaneça em sua residência ou internado em unidade hospitalar". A junta será composta por, no mínimo, três médicos cardiologistas indicados pelos diretores do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

A determinação foi dada depois que a defesa de Genoino pediu o encaminhamento do deputado para "estabelecimento prisional adequado", mais próximo de sua residência, ou para que seja colocado em regime aberto, informa a nota do STF.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que Genoino passou mal no início da tarde desta quinta e foi levado do Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde a semana passada, para o Hospital das Forças Armadas (HFA), localizado na Região Administrativa do Cruzeiro (DF).

Durante visita da família nessa quarta-feira, Genoino reclamou de dores no peito. Nesta quinta, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), determinou que uma junta médica de servidores da Casa verifique o quadro de saúde do deputado licenciado. A medida foi tomada após reunião com integrantes da Mesa Diretora da Casa.

Nesta quinta, integrantes da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados adiaram para a próxima semana a discussão sobre a cassação de José Genoino. O vice-presidente, André Vargas (PT-PR), e o quarto-secretário, Biffi (PT-MS), pediram prazo de duas sessões para que o tema volte a ser discutido pela Mesa, o que foi concedido pelo peemedebista. "Não é uma questão de má vontade, de querer ou não querer, é uma questão de regimento. A Mesa não é ditadora dessa Casa. Ela tem que zelar de cumprir o regimento. Votamos a matéria na próxima semana", disse Henrique Eduardo Alves após o encontro.

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