O governador associou a renegociação da dívida aos projetos de governo que serão apresentados pelas forças políticas para as próximas eleições. Segundo ele, é preciso que cada força política do Estado apresente projetos de transição para os próximos quatro anos.
"A única coisa que demandamos é que seja aprovado este ano e como está. O governo concordou. O governo agora vai ver o momento mais conveniente", afirmou.
O projeto de lei complementar muda o fator de correção das dívidas de IGP-DI (Índice Geral de Preços, Disponibilidade Interna) mais 6% ao ano para IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 4% ou Selic (o que for menor).
Para o Rio Grande do Sul, segundo o governo do Estado, a mudança vai fazer com que o estoque da dívida até 2028 caia cerca de R$ 15 bilhões, além de reabrir o espaço fiscal, já no primeiro ano, para a tomada de empréstimos. Atualmente, o saldo devedor supera a marca de R$ 43 bilhões, e os repasses fazem elevar a receita corrente líquida gaúcha acima do limite legal.
Sobre a candidatura à reeleição ao governo do Estado, Tarso afirmou que o anúncio oficial sobre se deve ou não disputar o pleito ocorre no fim de semana.