Política

Temor de Padilha por reversão de votos dá esperança ao PT

PMDB tenta acelerar votação no Senado

PMDB teme por virada de Dilma no Senado
PMDB teme por virada de Dilma no Senado Foto : Evaristo Sá / AFP / CP
Que o PMDB e aliados estavam desde o começo empenhados em garantir o desfecho do impeachment no menor tempo possível não é surpresa para ninguém. Tampouco que apesar dos discursos da necessidade de agilizar o caso para facilitar reações como na área econômica, o foco sempre foi minimizar riscos de reação do PT e de Dilma Rousseff no Senado. O cenário, no entanto, ganhou outros contornos com a declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que reconheceu o temor sobre a possibilidade de reversão nos 54 votos necessários para tornar o afastamento de Dilma definitivo.

Eliseu Padilha não é apenas o braço direito de Temer, mas ganhou notoriedade, desde a época dos governos de Fernando Henrique Cardoso, pela capacidade de articulação e previsão de placares em votações no Congresso Nacional. Padilha ponderou que, no caso de um processo difícil como o impeachment, fica complicado estabelecer qualquer estimativa com antecedência. Mas o próprio Padilha reconhecer publicamente a preocupação das cúpulas do PMDB e do Planalto foi o melhor indicativo que lideranças petistas obtiveram até agora sobre eventual revés no quadro desfavorável a Dilma.

Senadores que indicam indecisão ou mudança de posição podem estar jogando limpo ou tentando valorizar o passe, prática comum na política. Independentemente de quais sejam os casos, o PMDB não está disposto a arriscar.

Afago


Temer aproveitou o pronunciamento na posse do novo ministro da Transparência para fazer afago no Congresso. Ele afirmou que não há mais obstrução dos trabalhos, elogiou o empenho e agilidade dos parlamentares nas votações, destacou a necessidade de trabalho conjunto entre Executivo e Legislativo e encerrou com pedido de aplausos ao Congresso.