Os servidores do Tribunal de Justiça do Estado, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além da Defensoria Pública, deverão receber o 13º salário sem realizar empréstimos no Banrisul, o que contraria o desejo do governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB). A posição dos representantes dos poderes foi manifestada novamente nesta sexta-feira a Sartori, durante reunião-almoço que durou mais de duas horas no Palácio Piratini.
O governadores voltou a manifestar ao grupo que gostaria que os poderes agissem de forma solidária com o que considera ser um momento de grave crise no Estado. Mas os representantes do Judiciário, Assembleia, MP e TCE, rejeitaram a possibilidade de empréstimo. Garantiram que ao longo de 2015 as instituições economizaram o suficiente para o pagamento do 13º com recursos próprios.
Marcelo Dornelles, procurador-geral do MP, disse que há margem nas finanças da instituição para pagar o 13º com recursos poupados durante 2015. Apesar disso, Dornelles advertiu que o MP não pode abrir mão dos recursos que deixarão de ser repassados agora e vai precisar dos valores em 2016. O Correio do Povo já havia publicado, há duas semanas, as decisões do presidente do TJ-RS, José Aquino Flôres de Camargo, e do presidente da Assembleia, Edson Brum, em cumprirem com a determinação legal sem recorrer a empréstimos para quitar o 13º salário. As manifestações foram feitas durante reunião-almoço na Federasul.
TJ e AL reafirmam a Sartori que servidores receberão 13º sem empréstimo
Governador buscava posição solidária dos poderes por conta da crise do Estado