Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, o deputado federal defende-se ao dizer que não recebeu somente críticas, mas manifestações de apoio após a cerimônia de posse em Brasília. “Estou recebendo muitas manifestações de apoio, de solidariedade, defendendo que estou cumprindo um dever”, argumentou Genoino. “Eu fui eleito com 92.326 mil votos, portanto tenho a legitimidade. Não é cargo de comissão nem cargo de confiança. E eu tenho a consciência serena da minha inocência”, sintetizou o deputado federal.
O ex-governador do Rio Grande do Sul, o petista Olívio Dutra, demonstrou preocupação com o futuro da sigla diante das condenações do STF sobre o esquema do mensalão. Além de Genoino, outros representantes da legenda foram punidos, como José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil no governo Lula e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido. “Me preocupa muito o sujeito coletivo que é o partido, que ficou profundamente abalado com tudo isso e vai ter um tempo demorado para se desfazer de todas as coisas que recaem”, ponderou Olívio.
Genoino, no entanto, ressaltou que assumiu o cargo como respeito aos eleitores. “Respeito as decisões do STF, mas elas não são definitivas. Quando forem, eu as cumprirei, mesmo que discorde, porque isso faz parte da democracia. A defesa que faço da democracia coloca diante de mim o respeito aos eleitores”, sustentou. “Quando afirmo que sou inocente é porque eu não contrariei nenhuma norma do ponto de vista da conceituação do que é crime. Os dois empréstimos foram registrados na contabilidade do partido, foram cobrados judicialmente e pagos judicialmente”, defendeu-se.