O dinheiro obtido pela suposta venda de joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter custeado despesas dele e da família nos Estados Unidos, de acordo com a Polícia Federal. As informações são do portal R7. Na sexta-feira passada, a PF encaminhou ao STF o relatório do inquérito em que Bolsonaro e outras 11 pessoas foram indiciadas. Nesta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo do caso e enviou o processo para a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Agora, a PGR terá o prazo de 15 dias para pedir mais provas, arquivar o caso ou apresentar denúncia. O R7 entrou em contato com Bolsonaro e aguarda manifestação.
“Tal fato indica a possibilidade de que os proventos obtidos por meio da venda ilícita das joias desviadas do acervo público brasileiro, que, após os atos de lavagem especificados, retornaram, em espécie, para o patrimônio do ex-presidente, possam ter sido utilizados para custear as despesas em dólar de Jair Bolsonaro e sua família, enquanto permaneceram em solo norte-americano”, diz um trecho do relatório.
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Segundo a corporação, “a utilização de dinheiro em espécie para pagamento de despesas cotidianas é uma das formas mais usuais para reintegrar o ‘dinheiro sujo’ à economia formal, com aparência lícita”, afirmou.
Na semana passada, a Polícia Federal entregou ao STF o relatório de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e auxiliares dele por vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades internacionais. A PF acredita ter provas robustas para incriminar Bolsonaro e ex-assessores. Os crimes atribuídos ao ex-presidente foram de peculato (desvio de dinheiro público), associação criminosa e lavagem de dinheiro.