Weber protocola relatório pelo fim dos honorários de sucumbência
capa

Weber protocola relatório pelo fim dos honorários de sucumbência

Parlamentar é o terceiro relator da matéria na CCJ. Parecer será votado na comissão na terça-feira

Por
Flavia Bemfica

Elton Weber protocolou relatório pelo fim dos honorários de sucumbência

publicidade

O líder da bancada do PSB, deputado Elton Weber, protocolou na manhã desta quinta-feira seu parecer favorável à suspensão do pagamento de honorários de sucumbência aos procuradores estaduais. Weber é o atual relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. Com o protocolo, o relatório está apto a ser votado na próxima reunião da CCJ, na terça-feira, 22.

“Estamos inclusive sugerindo no parecer que o Executivo suspenda imediatamente os pagamentos e que envie um projeto de lei sobre o tema caso esta seja a sua vontade. Não podemos fazer um remendo em uma legislação anterior, através de um decreto e de resolução interna. Temas que tratam de pagamentos a servidores, aumentos de salário, benefícios a serem criados, todos, em todos os níveis e poderes devem, na nossa visão, passar pelo Legislativo”, assinalou o deputado após o protocolo.

A suspensão dos honorários de sucumbência é pleiteada por 42 deputados, encabeçados pelo presidente da CCJ, deputado Edson Brum (MDB), que encaminharam a solicitação por meio de um requerimento, o RDI 58/2019. O pagamento aos procuradores sem que a autorização passasse pelo Legislativo foi definido em uma resolução interna da Procuradoria Geral do Estado (PGE), datada de abril. Em julho, os procuradores ativos e inativos começaram a receber os valores correspondentes nos contracheques.

Na CCJ, o texto solicitando a anulação tramita desde o início de maio. No final de agosto a primeira relatora, deputada Juliana Brizola (PDT), emitiu seu parecer, contrário a iniciativa dos deputados o que, na prática, endossou a iniciativa da PGE. O resultado da votação sobre o parecer de Juliana (seis votos contra e cinco a favor) foi inconclusivo e a matéria foi redistribuída para o segundo relator, o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT). Em 8 de outubro o parecer de Mainardi, favorável ao pleito dos deputados, ou seja, à suspensão do pagamento da sucumbência, foi a votação. Seis parlamentares concordaram com o relator e cinco votaram contra. Com isso, novamente a matéria foi distribuída. Weber ficou com a relatoria.

Na CCJ, para que a votação seja conclusiva e a matéria siga tramitando (ou seja arquivada), um parecer precisa obter um mínimo de sete votos, contra ou a favor.