Expodireto

Leite no centro do Debate na Expodireto 2025

Fórum Estadual, em Não-Me-Toque, aborda o papel estratégico da produção no meio ambiente dentro da porteira

Em torno de 110 milhões de pessoas são produtores de leite no mundo, considerado um alimento nobre
Em torno de 110 milhões de pessoas são produtores de leite no mundo, considerado um alimento nobre Foto : Camila Cunha

“Cada vez mais a alternativa de renda nas propriedades (rurais) não vai depender de uma só atividade. O leite sempre esteve presente, desafia as áreas técnicas e o setor industrial”, afirmou o presidente da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), Caio Vianna, na manhã desta quarta-feira, dia 12, na abertura do 20º Fórum Estadual do Leite. O evento, na 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, abordou os desafios e as oportunidades para o setor.

No Fórum, Vianna destacou que a atividade é composta por uma cadeia produtiva que tem início com o trabalho executado nas propriedades rurais e que depende, por exemplo, da logística de transporte, vias de acesso e indústria.

“O mercado, tem bastante interferência de barreiras sanitárias e tributárias que se discute, neste momento na geopolítica do mundo”, pontuou Caio Vianna.

Vianna também recordou que o setor gaúcho já ocupou a segunda posição na produção nacional. “Caímos para o terceiro e, depois de eventos climáticos, chegamos em quarto. Mas com certeza temos potencial para retomar a importância e temos consciência que a atividade do leite depende de rentabilizar o produtor”, afirmou, acrescentando que se o mesmo precisa ter a possibilidade de uma remuneração justa e correta.

Professor na Universidade de Copenhagen, Dinamarca, Gustavo Ribeiro, foi um dos especialistas que trouxe conhecimentos do país europeu sobre a necessidade de conservar e regenerar solo, água e biodiversidade com sustentabilidade na pecuária leiteira. Ele destaca que em torno de 110 milhões de pessoas são produtores de leite no mundo, considerado um alimento nobre, e empregam 4 milhões.

Na Dinamarca, de acordo com Ribeiro, 95% do que é produzido tem como destino a exportação. Sobre o Rio Grande do Sul destaca que a bacia leiteira é forte com um trabalho muito bem realizado envolvendo as cooperativas.

“Não deixa a desejar com nenhum outro lugar no mundo. Eu estou na Dinamarca, um país que tem muito cooperativismo e temos aqui (RS) como uma referência mundial também”, afirmou Gustavo Ribeiro.

Ribeiro destacou que além da produção de leite, o pecuarista do setor tem potencial para preservar a natureza e regenerar o impacto ambiental em sua propriedade. “Somos um país que contribui (para as mudanças climáticas) mas basicamente China e Estados Unidos são os maiores, mas o efeito é global. Estamos sentindo esses extremos cada vez maiores. Vamos ter que aprender a lidar com esses extremos e há uma série de tecnologias que tornam as propriedades (rurais) mais resilientes”, explicou, citando a rotação de culturas como exemplo para as fazendas vencerem mais esse desafio além do trabalho de domingo a domingo.

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