Você já pensou em segurar uma cobra nos braços? Pois eu tive essa experiência durante a Expodireto, em Não-Me-Toque. Foi durante uma visita à exposição do Primaves, um Centro de Acolhimento de Primatas e Aves localizado no distrito de Bela Vista, em Passo Fundo, no Norte do Estado.
Confesso que, quando surgiu a ideia, fiquei com um pouco de medo. As serpentes são frequentemente associadas ao mal, até porque algumas espécies são peçonhentas. Também é muito presente o imaginário criado por filmes de terror e vídeos que mostram como esses animais se alimentam.
Para tomar coragem, deixei essas imagens de lado e encarei o desafio. Dias antes, eu e a colega Eliza Gomes, das Redes Sociais, já tínhamos visitado a exposição e conhecido o trabalho do Primaves e do veterinário responsável Cristiano Varela. Quando sugerimos a ideia ele foi muito solícito e me deixou mais tranquilo ao explicar que os animais são dóceis e que todos os que estavam ali foram resgatados de situações de maus-tratos ou de tráfico.
Para minha surpresa, ele apareceu não com um, mas com dois animais da espécie Corn Snake, ou cobra-do-milho, originária dos Estados Unidos. Paçoca e Tapioca, como foram apelidadas, logo se entrelaçaram nos meus braços e no pescoço, uma forma de se sustentar.
Os animais não são peçonhentos e realmente pareceram muito dóceis. A sensação foi como usar um colar um pouco mais pesado e que se movia. Procurei manter a tranquilidade para não assustá-los. Confesso que gostei muito da experiência.
A interação foi uma sugestão da reportagem apenas para a gravação do vídeo e não está disponível para visitantes do Primaves. Mais detalhes sobre o trabalho realizado pelo centro de acolhimento podem ser conferidos no Instagram @primavespf.