O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) apresentou nesta segunda-feira a projeção da safra de azeite de oliva do país para 2026. A ação foi realizada na Expointer 2025, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A expectativa da enteidade é que, caso as condições climáticas registradas neste ano continuem sendo favoráveis, a produção poderá chegar ou até mesmo ultrapassar a marca de 700 mil litros.
Caso se confirme, este será o recorde do setor. Até o momento, o ano com maior produtividade foi 2023, quando o país registrou 650 mil litros fabricados, de acordo com o presidente da Ibraoliva, Flávio Obino Filho. Dos atuais 10 mil hectares destinados ao cultivo de oliveiras, no Brasil, cerca de 6,5 mil são no Rio Grande do Sul, com mais de 5 mil hectares já em fase produtiva.
“Temos uma cultura muito nova no Brasil e no RS. Em produção em escala, aqui temos há 20 anos. Hoje, os nossos lagares são os mais modernos do mundo. Temos um cuidado muito grande, por conta do foco no azeite Super Premium. Por isso, quando comparamos o nosso azeite com o internacional, o nosso é o melhor azeite do mundo. Atingimos a qualidade, mas o nosso desafio agora é ter produtividade”, contou.
Apesar disso, desde 2023, o país vem registrando uma queda na produção, com apenas 240 mil litros fabricados em 2025, muito em função dos reflexos climáticos. Deste número, 190,3 mil litros foram produzidos no RS. Obino destacou ainda a necessidade de investimento em pesquisa e inovação dentro das propriedades para entender o cultivo e adaptar melhores práticas.
Para ele, o estudo técnico ajudará na expansão do setor para os próximos anos. Atualmente, o setor conta com 550 produtores em 200 municípios de todo Brasil. No Estado, são 110 municípios com produção de oliveira e 30 lagares (indústrias). “Se produzirmos 1 milhão de litros, vamos atingir 1% do consumo nacional de azeite de oliva”, completou.
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Turismo rural e olivicultura
O evento na Expointer 2025 também serviu para destacar a importância do olivoturismo para o setor. De acordo com o instituto, as fazendas estão se organizando para receber os turistas em suas propriedades. Em algumas, o processo está mais avançado, principalmente na região Central do RS e na Campanha. Apesar disso, a Ibraoliva salientou que ainda faltam investimentos em infraestrutura rodoviária para fomentar o olivoturismo.
“Precisamos mostrar que não é só a Serra Gaúcha que tem potencial, mas todo o interior do Estado. Também temos o desafio de treinar mão de obra qualificada no interior do RS. Os operadores de turismo já nos demandam a criação de pacotes com roteiros para vários dias. Não temos dúvida de que o olivoturismo será importante para agregar rendimento para os produtores. Em localidades de fácil acesso, ele já é um produto rentável, mas precisamos de maior apoio do poder público”, concluiu Obino.