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Potencial crescente do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul em debate na Expointer

Painel teve participação de representantes de quatro empresas selecionadas no edital de fomento ao hidrogênio verde

O investimento no novo vetor energético se dá pela necessidade de se buscar alternativas sustentáveis em busca da descarbonização
O investimento no novo vetor energético se dá pela necessidade de se buscar alternativas sustentáveis em busca da descarbonização Foto : Vanessa Trindade / Ascom Expointer / Divulgação / CP

Diálogos Energia e Futuro, desta quarta-feira (3/9), na Expointer, entrou no debate sobre hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes limpas, como eólica e solar. O investimento no novo vetor energético nasce da necessidade de se buscar alternativas sustentáveis de olho na descarbonização. O painel focou a questão logística do combustível. Participaram representantes de quatro empresas das 12 aprovadas para receberem subvenção econômica do governo do Estado por meio de edital de R$ 102,4 milhões lançado em junho.

A Tramontina propõe a implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde para o energético abastecer a frota de empilhadeiras e veículos industriais internos da empresa, eliminando emissões de carbono. Também será destinado à alimentação de fornos industriais atualmente movidos a hidrogênio cinza, produzido a partir de fontes fósseis. "A Tramontina sempre acreditou no hidrogênio verde como combustível do futuro", disse o conselheiro-consultor da empresa, Osvaldo Steffani.

O projeto da Refinaria de Petróleo Riograndense prevê a geração de hidrogênio para a produção, em Rio Grande, de combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel - SAF). Está prevista, também, a autossuficiência em hidrogênio, com o reaproveitamento de subprodutos como insumo para a produção, reduzindo a intensidade de carbono e eliminando a dependência de fontes fósseis. "Não adianta ser renovável, tem de ser sustentável", disse o gerente de Novos Negócios da Refinaria Riograndense, João Luís Bulla.

Mobilidade sustentável com hidrogênio verde

A iniciativa da RD Locações em parceria com Protium Dynamics, Marcopolo e empresa Sete de Setembro propõe uma solução completa de mobilidade sustentável com hidrogênio verde no Rio Grande do Sul. A ação abrange a produção local a partir de fontes renováveis, operação de ônibus com células a combustível para transporte urbano e a comercialização do oxigênio gerado, visando descarbonizar o transporte pesado e impulsionar a economia do hidrogênio no Estado. "Definimos que precisávamos produzir onde houvesse produção, pressurização, armazenamento e abastecimento", afirmou Ricardo Vieira, gerente comercial da RD Locações.

A Be8, em Passo Fundo, projeta a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados com motores adaptados, utilizando o combustível produzido a partir de etanol. Com investimento estimado em R$ 38,7 milhões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica do uso do H₂V no transporte rodoviário pesado, contribuindo para a descarbonização do setor e posicionando o Rio Grande do Sul como referência nacional na transição energética. "A iniciativa do governo do Estado em incentivar o hidrogênio verde é fundamental", disse Camilo Abduch Adas, diretor de transição energética e relações institucionais da Be8.

A busca por soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono tem movimentado governos, empresas e centros de pesquisa. No caso do Rio Grande do Sul, o edital de subvenção econômica do governo atraiu 16 empresas, cujos projetos somados, entre recursos próprios e o aporte, chegam a quase R$ 1 bilhão, o que mostra o potencial do segmento.

O Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil, terá continuidade nesta quinta (4), também abordando o hidrogênio verde. O foco será em fertilizantes. Participam Roberto Zuch, da Infravix Engenharia; Stevan Silveira, da Renobrax; e Luiz Paulo Hauth, da BeGreen Bionergia. A mediação será de Isa Osterkamp, da Sema.

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