Expointer

Sol e expectativa de público recorde marcam abertura da 48ª Expointer em Esteio

Primeiro dia da feira começou com grande movimentação no Parque Assis Brasil, que conta com infraestrutura renovada

Grande movimentação marcou a abertura dos portões no primeiro dia de feira
Grande movimentação marcou a abertura dos portões no primeiro dia de feira Foto : Pedro Piegas

O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, abriu os portões na manhã ensolarada deste sábado (30) para receber os primeiros visitantes da 48ª Expointer, a maior feira agropecuária da América Latina. Antes mesmo das 8h, filas já se formavam do lado de fora e o trânsito intenso na chegada ao parque dava o tom da expectativa de grande público, que, segundo a organização, pode chegar a 800 mil pessoas até o fim da feira, que segue até o dia 7 de setembro.

O ato simbólico de abertura ocorreu no Portão 2, com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, da subsecretária do Parque, Elizabeth Cirne-Lima, além de copromotores da feira. Durante o ato, o tradicional café de cambona foi servido para recepcionar o público.

“A expectativa é muito grande. A Expointer será uma feira de negócios, mas também de debates importantes, como endividamento agrícola e a renegociação de dívidas. Estamos acolhendo todos os 497 municípios gaúchos para esta que será a maior de todos os tempos”, afirmou Brum.

A subsecretária Elizabeth Cirne-Lima destacou os investimentos feitos no parque após as enchentes de 2024, que haviam comprometido parte da infraestrutura. “Renovamos calçamentos, reforçamos a rede de energia e de água, abrimos novas vias, urbanizamos áreas de exposição e ampliamos os estacionamentos. Hoje temos um espaço preparado para receber os visitantes com conforto e segurança, diferente de décadas atrás, quando era preciso até usar bota de borracha para circular em dias de chuva”, contou.

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Entre os primeiros a atravessar as catracas estavam Leila Flores e Marcos Costa, moradores de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, que buscavam produtos da agricultura familiar e, com expectativa, a presença do famoso cavalo Caramelo, símbolo da enchente no Estado. Já o aposentado Luiz Carlos Bergold, 77 anos, de Novo Hamburgo, manteve a tradição de abrir a feira com os amigos. “Venho todos os anos. Gosto de visitar os animais, as máquinas e sempre levo para casa os produtos. Minha esposa pediu que eu leve uma geleia e pretendo, também, comprar salames no Pavilhão da Agricultura Familiar”, disse.

Do lado dos expositores, a expectativa também era evidente. Alexandre Osório, criador de ovinos em Bom Jesus e Caxias do Sul, ressaltou a valorização da carne ovina no mercado e a importância da Expointer para abrir caminhos.

“É um dos poucos momentos em que a carne de ovinos está mais valorizada que a bovina. O mercado não dá conta da demanda. A feira é importante não só para mostrar a qualidade genética dos animais, mas também para discutir soluções reais para o endividamento do produtor, que ainda enfrenta muitas dificuldades”, concluiu Osório.