Expointer

Stihl Brasil prevê impacto negativo de forma indireta com “tarifaço” norte-americano

Negócio diversificado e exportação dão segurança, mas mercado doméstico deve sofrer baixa, aponta o presidente da fabricante no Brasil

O presidente e o vice-presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther e Romário Britto, junto ao diretor-presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas, na Expointer 2025
O presidente e o vice-presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther e Romário Britto, junto ao diretor-presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas, na Expointer 2025

A Stihl Brasil marcou presença na Casa do Correio do Povo durante a 48ª Expointer, em Esteio - RS. Segundo o presidente da fabricante, Cláudio Guenther, os negócios da Stihl Brasil seguem fortes, com mercados diversificados e exportações para cerca de 72 países.

Como a fabricante brasileira não exporta para o mercado norte-americano, diferente de outras unidades do grupo, a Stihl Brasil não chegou a ser diretamente impactada pelo “tarifaço” imposto pelo presidente Donald Trump ao Brasil. De qualquer forma, a gigante da indústria prevê impactos indiretos por conta do ataque econômico dos EUA.

“Acreditamos que o tarifaço vai nos atingir indiretamente. Se nós temos a indústria da madeira, do couro ou a agribusiness em geral, que vai sofrer com isso, se o setor calçadista também sofrer, os nossos consumidores finais vão sofrer com isso, né? Então vai cair o poder aquisitivo”, afirma o presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther.

Hoje, a fabricante brasileira escoa em torno de 40% das peças de aço para o mercado doméstico e 60% para exportação. No mercado doméstico, a empresa está capilarizada com 5.200 pontos de vendas em todo Brasil. A previsão para 2025 é de aumento de 25% de faturamento, com maior saída de peças do que de máquinas.

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