Movidos pela preocupação com o mosquito da dengue e com a proliferação de novos casos da doença na região, estudantes da Universidade Feevale transformaram conhecimento acadêmico em solução concreta. O aplicativo Dengue Zero acaba de receber o certificado de registro de software junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).
Criado a partir de disciplinas dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, o Dengue Zero propõe um sistema colaborativo de vigilância e controle da doença, aproximando a comunidade dos órgãos públicos responsáveis. A ferramenta permite mapeamento de focos, registro de ocorrências e acompanhamento das ações de combate, fortalecendo a integração entre população e poder público.
A diretora de Inovação da Universidade Feevale, Manuela Bruxel, ressalta a importância da obtenção do certificado de registro junto ao Inpi. “Com a concessão do registro, a Universidade Feevale reforça seu compromisso com a inovação, o protagonismo estudantil e o desenvolvimento de soluções tecnológicas com potencial real de impacto positivo para a comunidade”, pontua.
O projeto é resultado de um processo que integra ensino, inovação e empreendedorismo, alinhado à Trilha do Empreendedor, iniciativa que estimula as habilidades empreendedoras dos estudantes, experiências práticas, desenvolvimento de soluções tecnológicas e o registro de ativos intelectuais. A proposta evidencia a aplicação do conhecimento acadêmico em desafios reais da sociedade, com impacto direto na saúde pública.
Para o professor João Batista Mossmann, um dos coordenadores do projeto, o resultado vai além do ambiente acadêmico. “O aplicativo Dengue Zero demonstra como a combinação entre prática acadêmica, metodologias ágeis e empreendedorismo pode gerar soluções com propósito e relevância social”, destaca.
O desenvolvimento do aplicativo utilizou a metodologia Lean Inception, que permitiu alinhar o produto às necessidades da comunidade e entregar valor desde as primeiras versões. “A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, com expressivos impactos sociais e econômicos. O projeto ilustra, de forma concreta como resolver problemas reais e gerar impacto positivo em suas comunidades”, complementa Mossmann.
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