Saúde

Corrida para Vencer o Diabetes ocorre em 28 de setembro no Parcão

Evento que chega a 27ª edição será realizado no dia 28 de setembro e deve reunir mais de 5 mil pessoas no Parcão

Largada da Corrida pela Vida mudou das 10h para as 9h30min nesta edição
Largada da Corrida pela Vida mudou das 10h para as 9h30min nesta edição Foto : Camila Cunha / CP Memória

A tradicional Corrida para Vencer o Diabetes chega a sua 27ª edição. Este ano, a corrida será no dia 28 de setembro, com largada às 9h30min, e não mais às 10h, como costumava ser nas edições anteriores, no Parcão, em Porto Alegre. Esta é uma das principais fontes de arrecadação para o Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul (ICDRS), que acolhe mais de 5,3 mil crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, a forma mais grave e complexa da doença, que torna os pacientes dependentes de insulina.

A corrida tem 3 quilômetros de prova e é participativa, não competitiva. Para participar, basta adquirir a camiseta no valor de R$ 35,00, na sede do Instituto (Rua Álvares Cabral, 529 – Cristo Redentor/Porto Alegre), em uma das unidades da Panvel Farmácias participantes, ou no local do evento, pagando com pix e cartões de crédito ou débito. O evento conta com patrocínio de Banrisul, DaColônia, Divine, Panvel, Icatu, Rio Grande Seguros, Rissul, Macromix e Silvestrin.

“O mote deste ano é Correndo juntos, voamos mais alto porque entendemos que essa corrida vai muito além de uma prova esportiva. É um momento que reúne as famílias, todos que apoiam a causa, é muito lindo ver aquele mar de gente do Parcão em apoio às crianças que precisam desse atendimento e que não estão sozinhas. Mesmo quem não corre pode participar caminhando ou só estando presente e comprando a camiseta para ajudar a causa”, destaca a superintendente do ICDRS, Ana Bertuol.

Mais informações estão disponíveis no site www.icdrs.org.br/corrida ou pelo WhatsApp no telefone (51) 98168-1654.

SOBRE O DIABETES

O Diabetes Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. A insulina, por sua vez, é uma substância química (hormônio) produzida pelo pâncreas, um órgão localizado no abdômen, logo atrás do estômago. Isso acontece por engano, porque o organismo as identifica como corpos estranhos.

A doença não tem cura até o momento e surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena). Quando isso acontece, é preciso fazer uso de insulina para viver e se manter saudável. As crianças precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar pois sem insulina a glicose não consegue chegar até as células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.

Estima-se que no Rio Grande do Sul existam ao menos 9 mil pessoas entre zero e 20 anos que convivem com a situação de uma doença crônica e sem cura que é o Diabetes. Desde muito cedo, a maioria delas precisa picar a ponta do dedo e tirar gotas de sangue para medir o nível de glicose no sangue e aplicar várias injeções de insulinas por dia para viver.

SOBRE O INSTITUTO

Localizado em Porto Alegre, o Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul (ICDRS) acompanha gratuitamente, através de convênio com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) mais de 5,2 mil crianças e jovens com diabetes tipo 1 (DM1), vindos de 332 municípios do Estado. Atualmente, o ICDRS registra o índice de 94% de redução de internação hospitalar dos pacientes, fruto do trabalho de atendimento especializado realizado ao longo desses anos, aliado ao Programa de Educação Continuada em Diabetes.

O trabalho do Instituto é focado no acolhimento e na prevenção das complicações decorrentes da doença, através da educação, acesso a tratamento, novas tecnologias e assistência social extensiva aos familiares e/ou cuidadores, que igualmente necessitam se envolver no tratamento de seus filhos. A assistência interdisciplinar é feita por uma equipe formada por endocrinologistas, nefrologista, oftalmologista, psiquiatra, enfermeiras, nutricionistas, psicóloga, dentistas, assistentes sociais e educador físico.

A faixa etária atendida pelo ICDRS é, como porta de entrada, de zero a 20 anos. Isto porque a maioria dos casos de diabetes tipo 1 (insulinodependente) ocorre nesta faixa. Eles permanecem no ICDRS até os 30 anos de idade.

Ao mesmo tempo que atende as crianças e jovens, o Instituto oferece suporte às famílias que, igualmente, devem envolver-se neste processo, uma vez que o diabetes é conhecido como a doença das 24 horas, pois é este o tempo diário que ela exige de atenção para ser controlada.

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