Saúde

Cresce o número de casos de doenças respiratórias em Bento Gonçalves

Segundo a Secretaria de Saúde do município, enquanto em 2024 foram registrados dois casos de H1N1, em 2025, até o último dia 20 o número chegou a 43

Somente nesta segunda-feira a UPA de Bento Gonçalves realizou mais de 600 atendimentos
Somente nesta segunda-feira a UPA de Bento Gonçalves realizou mais de 600 atendimentos Foto : José Stefanon/Prefeitura de Bento Gonçalves /CP

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave registrados até o último dia 20, em Bento Gonçalves, na Serra, preocupa. Segundo informações da prefeitura, 287 pessoas apresentaram sintomas. Destas 52 foram causadas pelo vírus influenza, 50 pelo vírus sincicial respiratório e 19 por coronavírus.

O número de pessoas diagnosticadas com H1N1 que no ano passado chegou a dois, antes mesmo da chegada do inverno de 2025 já está em 43, o que mostra que aumentou a circulação do vírus na atual estação. A Secretaria Municipal de Saúde monitora a situação. Somente na última segunda-feira, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) atendeu mais de 600 pessoas, o que ampliou o tempo de espera dos pacientes.

Com isto, o município decidiu que será ampliado o atendimento sentinela, que passa da unidade Zona Sul para a UPA, agilizando o atendimento das fichas azuis. Também já está sendo realizado o planejamento para a abertura do segundo andar de internação, que irá manter os atendimentos respiratórios, liberando salas na UPA. As equipes também devem ser ampliadas e equipamentos adquiridos.

A Secretária Municipal de Saúde, Daiane Piuco informa que o aumento significativo de casos ocorreu principalmente em crianças. “Houve um aumento de 97,93% nas internações em relação ao ano passado. Também destacamos a importância da vacinação para a prevenção de complicações das pessoas que possam ter influenza”, completa. O imunizante está disponível em todas as unidades de saúde da cidade. Até esta quarta-feira 17197 doses haviam sido aplicadas. Destas 15397 em pessoas que fazem parte do grupo prioritário e outras 1,8 mil na população em geral. Na cidade é possível constatar que aumentou a procura das pessoas, porém em relação aos grupos prioritários ( idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de seis anos) segue baixa.

Para a secretária, as condições climáticas favorecem a circulação de vírus respiratórios, o que naturalmente impacta na demanda por atendimento. “Também percebemos uma maior procura por parte da população logo nos primeiros sintomas, o que é positivo, pois permite um diagnóstico e tratamento mais precoces, mas é fundamental reforçar a importância da vacinação contra a influenza como principal medida de prevenção”, orienta. Ela garante que segue monitorando a situação, ampliando o acesso à vacinação e garantindo estrutura adequada para o atendimento da população.

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