Qualquer pessoa com mais de seis meses de idade já pode se vacinar contra a gripe na rede pública de saúde em Porto Alegre. Desde esta segunda-feira, a imunização da influenza para todos os públicos está liberada na Capital, após orientação da Secretaria Estadual da Saúde (SES). Apesar da liberação geral, os grupos prioritários devem continuar buscando a vacina, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios, disse a diretora da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Vânia Frantz.
As doses, segundo ela, estão disponíveis nas 132 unidades de saúde da Capital e não há restrição de território para a vacina. Ou seja, moradores de quaisquer bairros podem se vacinar em qualquer unidade. A lista de todas as unidades da Capital e seus telefones pode ser consultada aqui. 19 delas estarão abertas até às 22h e, com o começo da Operação Inverno, neste final de semana, haverá abertura de unidades aos sábados e domingos.
Por ora, a adesão dos grupos prioritários, que são crianças de até seis anos, gestantes e idosos com mais de 60 anos, tem sido baixa em Porto Alegre, disse Vânia, com 51% de imunização geral, contra uma meta de 90% em cada um deles. Entre as crianças, apenas um terço delas se imunizou, enquanto os idosos foram o grupo que mais buscou os postos. Por enquanto, não há previsão de um novo Dia D da imunização, mas a vacina será feita enquanto houver doses disponíveis.
“Fazemos um apelo muito grande para que as pessoas não esperem a doença, e que verdadeiramente busquem seu atendimento mais breve possível para fazer a prevenção. A família, às vezes, fica um pouco reticente de levar as crianças para a vacina, porque pode haver algum efeito colateral, uma febrezinha, uma dor local. Mas, depois, ela adoece e precisa fazer aspiração para remover a secreção, e nos casos extremos há até necessidade de internação em UTI”, salientou a diretora, apontando que o imunizante leva duas semanas para fazer efeito.
Na manhã desta segunda, a Unidade de Saúde Santa Marta, uma das referências no Centro Histórico, estava cheia, com 30 pessoas aguardando, segundo os funcionários, porém o atendimento era relativamente rápido. Estudante de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Hendrew da Luz Marth estava aguardando para se vacinar porque, segundo ele, iria viajar nesta semana para Passo Fundo, onde visitará uma irmã. “Vou aproveitar antes do feriadão para me imunizar. Como ela tem sobrinho e bebê jovem, não quero correr o risco de passar para eles”, comentou Marth.