Saúde

Emergências sobrecarregadas em decorrência do aumento de casos de síndrome respiratória

Canoas, mesmo tendo decretado situação de emergência, segue com ocupação muito acima do normal; nesta segunda-feira a taxa era de 470%

Canoas providencia abertura de uma porta de Emergência no HU para ajudar a desafogar a ocupação do Graça
Canoas providencia abertura de uma porta de Emergência no HU para ajudar a desafogar a ocupação do Graça Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Com a chegada das baixas temperaturas, umidade e até mesmo previsão de geada, o aumento por atendimentos em decorrência das doenças respiratórias e casos de síndromes respiratórias aguda grave com internações tem causado ocupações absurdas nas emergências nas instituições hospitalares da região como um todo.

Em Canoas, a taxa de ocupação da emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), nesta segunda-feira, era de 470%, sendo considerada muito acima do normal. De acordo com a prefeitura de Canoas, que decretou situação de emergência em saúde pública no último dia 21 de maio em decorrência do aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, o HNSG continua no processo de reformas de quartos para a reabertura de mais 36 leitos.

Em curto e médio prazo, a reabertura destes quartos e a abertura de uma porta de Emergência no Hospital Universitário (HU) são medidas que vão ajudar a desafogar um pouco a ocupação do Graça. O decreto em Canoas tem validade de 90 dias e a medida foi necessária, de acordo com o prefeito Airton Souza, pelo risco de desassistência à população por esgotamento dos serviços de saúde.

No Hospital de Viamão, a taxa de ocupação no setor de emergência era de 287,50% nesta segunda-feira, com 26 internados. Em Cachoeirinha, no Hospital Padre Jeremias, a taxa de ocupação no setor de emergência nesta segunda-feira era de 130%, com 16 leitos ocupados por síndrome respiratória aguda grave.

Em Campo Bom, a administração municipal está em alerta, acompanhando com preocupação não só o aumento nos atendimentos, mas principalmente a baixa procura pela vacina contra a gripe. Até o momento, a cobertura vacinal dos grupos prioritários contra a gripe é de apenas 33% (idosos, gestantes e crianças), justamente as pessoas que têm mais risco de hospitalização.

A Prefeitura está adotando uma série de medidas para lidar com a situação. Unidades básicas de saúde estão abrindo mais cedo e fechando mais tarde desde o início de maio (Operária, Porto Blos e Santa Lúcia). O plano agora é reforçar a equipe médica da emergência do Hospital Dr. Lauro Reus e do Pronto Atendimento (PA), o que passa também pelo envio de recursos do Estado por meio do programa Inverno Gaúcho.

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