Saúde

Entenda como ficou a composição das vacinas contra gripe para 2026

Anvisa definiu as cepas para garantir eficácia da aplicação

Anvisa definiu as cepas para garantir eficácia da aplicação
Anvisa definiu as cepas para garantir eficácia da aplicação Foto : Guilherme Almeida / CP Memória

A Anvisa definiu nessa quinta-feira quais cepas (tipos de vírus) deverão compor as vacinas contra a gripe que serão disponibilizadas no Brasil em 2026.

A mudança dessa composição é considerada fundamental para assegurar a eficácia da vacina, uma vez que o vírus se adapta e sofre mutações ao longo do tempo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa regularmente todos os subtipos do vírus da gripe que circulam com maior frequência, para aprimorar o resultado da imunização.

Em conformidade com as recomendações da OMS, todos os anos a Anvisa publica a composição, que está publicada na Instrução Normativa 408/2025.

Vacinas para o Hemisfério Sul (temporada 2026)

As vacinas destinadas ao Hemisfério Sul e usadas no Brasil a partir de 1º de fevereiro de 2026 deverão conter, obrigatoriamente:

• Vacinas trivalentes: cepas similares a A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09, A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria).

• Vacinas quadrivalentes: além dessas três, a adição de cepa similar a B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata).

• Vacinas não baseadas em ovos: cepas equivalentes a A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09, A/Sydney/1359/2024 (H3N2) e B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria).

Os rótulos dos imunizantes deverão indicar: “CEPAS 2026 HEMISFÉRIO SUL”.

Vacinas para o Hemisfério Norte (temporada 2025–2026)

As vacinas com cepas recomendadas para o Hemisfério Norte são destinadas exclusivamente a campanhas do Ministério da Saúde para regiões específicas do país. Elas deverão conter:

• Vacinas trivalentes: cepas similares a A/Victoria/4897/2022 (H1N1)pdm09, A/Croatia/10136RV/2023 (H3N2) e B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria).

• Vacinas quadrivalentes: adição de cepa semelhante a B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata).

• Vacinas não baseadas em ovos: cepas equivalentes a A/Wisconsin/67/2022 (H1N1)pdm09, A/District of Columbia/27/2023 (H3N2) e B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata).

Nesses casos, os rótulos deverão conter a expressão: “CEPAS 2025-2026 HEMISFÉRIO NORTE”.

Vacinas tetravalentes

De acordo com a Anvisa, conforme a recomendação da OMS, ocorrerá a descontinuação do uso das versões tetravalentes da vacina influenza sazonal a partir de 2027. A decisão está relacionada à ausência de registros confirmados da circulação natural da cepa B/Yamagata — exclusiva dos imunizantes quadrivalentes — desde 2020.

A Organização, contudo, ressaltou que poderá ser necessário um período de transição até a retirada definitiva desses imunizantes, conforme avaliação regulatória e capacidade operacional de cada país.

No caso do Brasil, após analisar a disponibilidade atual de vacinas influenza sazonais trivalentes e tetravalentes registradas no mercado, a Anvisa considerou necessário manter a oferta das versões tetravalentes ao longo de 2026. A retirada imediata poderia comprometer a cobertura vacinal em âmbito nacional, tanto na rede pública quanto na privada, já que os mercados não estão igualmente abastecidos das duas versões.