Saúde

Farmácias poderão fazer testes de glicemia, asma, alergia e dengue

Prazo para adaptação é de 180 dias

Projeto tem por objetivo identificar os principais fatores associados ao aumento de casos da doença
Projeto tem por objetivo identificar os principais fatores associados ao aumento de casos da doença Foto : Alina Souza

As farmácias poderão realizar Exames de Análises Clínicas (EAC) a partir de 1.º de agosto, quando entra em vigor nova regra aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão aprovou na quarta-feira a atualização da norma que disciplina requisitos para exames de análises clínicas e regulamenta a oferta de serviços clínicos e exames laboratoriais nesses estabelecimentos. O prazo para adaptação é de 180 dias. 

Com a decisão, ao menos 47 análises clínicas, entre testes laboratoriais de asma, alergia e dengue, poderão ser feitos nos estabelecimentos, conforme a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Até então, o setor só podia realizar exames de Covid-19 e glicemia. 

De acordo com a Anvisa, a nova resolução, que leva em consideração a evolução do setor de diagnósticos, assim como dos produtos e instrumentos para diagnóstico, tem como objetivo ampliar o acesso da população a esses procedimentos e reforça o papel dos laboratórios clínicos de estimular a política de qualidade dos exames. 

Desde 2019, a agência realizou audiências e consultas públicas para permitir a revisão da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 302/2005. 

Os serviços, que envolvem as farmácias, são habilitados a fazer coletas e exames de análises clínicas, em caráter de triagem, a partir de material biológico primário (tecido ou fluido do organismo humano ou isolado a partir desses que não sofreram alterações no seu estado natural ou que não foram submetidos a atividades que visam a preparação para análise), desde que todas as etapas do exame sejam realizadas após a coleta no próprio estabelecimento", afirma a Anvisa. 

Ainda segundo o órgão regulador, nesses estabelecimentos a norma aprovada possibilita a realização de testes de triagem, "os quais não ultrapassam o diagnóstico laboratorial convencional nem o substituem, pois a sua atuação é complementar, com finalidades distintas no atendimento à população". 

Porta de entrada 

Para a Abrafarma, que representa as 27 maiores empresas do varejo farmacêutico nacional, a nova resolução é um marco. "A resolução posiciona de vez a farmácia como porta de entrada do sistema de saúde no País", afirma Sergio Mena Barreto, CEO da associação. Ele cita ainda o papel desempenhado pelo setor na pandemia. "Realizamos 20,7 milhões de testes de covid-19 e identificamos que ao menos 10% dos casos eram graves o suficiente para encaminhamento ao hospital."