Saúde

Gestores do Vale Germânico discutem soluções com Estado para zerar filas por exames e consultas especializadas

Prefeitos buscam alternativas para evitar o pré-colapso da saúde junto aos 14 municípios, especialmente diante do quadro que pode se agravar ainda mais frente às baixas temperaturas

Região do Vale Germânico concentra quase um milhão de habitantes e está entre os principais PIBs do Estado
Região do Vale Germânico concentra quase um milhão de habitantes e está entre os principais PIBs do Estado Foto : Sílvia Trovo / Amvag / CP

Os prefeitos e secretários de saúde do Vale Germânico se reuniram com a Secretária de Saúde do Estado, Arita Bergmann, nesta semana, para buscar alternativas viáveis e evitar o pré-colapso da saúde junto aos 14 municípios da rede, especialmente diante do quadro que pode se agravar ainda mais frente às previsões de baixas temperaturas e consequentemente das doenças de inverno.

Em junho, um levantamento feito pelos gestores das 14 cidades que compõem a Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) apontou que mais de 36 mil pessoas aguardam por algum tipo de consulta especializada e quase 13 mil usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) esperam por internações eletivas. Neurologia, oftalmologia, otorrino, traumatologia são as especialidades com maior demanda. Entre os exames, tomografias, ressonância magnética e mamografia lideram a fila de espera.

O presidente da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) e prefeito da cidade de Lindolfo Collor, Gaspar Behne, comenta que não é novidade que as prefeituras têm investido muito além do mínimo constitucional na área, algumas bem mais que o dobro e não suportam o peso de seus orçamentos.

"Nossa região concentra quase um milhão de habitantes, está entre os principais PIBs do Estado e oferece saúde por meio de sete hospitais públicos, somando mais de 800 leitos. Os municípios chegaram ao limite de investimento financeiro e esperam do Estado ampliação de teto de serviços para atendimento e ampliação estadual em aplicação de recursos para custeio dos serviços especializados."

Entretanto, o presidente da Amvag disse que a reunião desta semana foi positiva e produtiva pois, segundo ele, Arita expôs a real situação do Estado e sinalizou que os municípios referência do Vale Germânico devem fazer o cadastramento para que recebam recursos do Avançar. "Nossos sete hospitais têm condições e infraestrutura suficientes para serem equipados com recursos do Avançar e atender a demanda reprimida. Não precisaremos deslocar nossos pacientes para Porto Alegre, que já atende alta procura. Iniciamos um canal de diálogo e isso deve seguir nas próximas semanas. Vamos equipar nossos hospitais. Temos potencial para isso", disse Behne.

SERVIÇOS PODERÃO SER FINANCIADOS ATRAVÉS DO ASSISTIR

A Secretária da Saúde, Arita Bergmann, apontou que entre as alternativas estão o apoio da Secretaria da Saúde nos projetos de expansão e ampliação dos serviços prestados, inclusive em hospitais de pequeno e médio portes, por meio da adesão a programas do governo federal atualmente com recursos disponíveis.

Além disso, a ampliação da oferta de serviços poderia ser financiada com recursos estaduais do programa Assistir, que já incrementou em R$ 10,5 milhões/ano o repasse aos hospitais da região, na medida em que os estabelecimentos de saúde implantem e entreguem novos serviços. Em obras e investimentos para hospitais da região, por meio do programa Avançar, o governo já investiu R$ 21,6 milhões.

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