Os prefeitos e secretários de saúde do Vale Germânico se reuniram com a Secretária de Saúde do Estado, Arita Bergmann, nesta semana, para buscar alternativas viáveis e evitar o pré-colapso da saúde junto aos 14 municípios da rede, especialmente diante do quadro que pode se agravar ainda mais frente às previsões de baixas temperaturas e consequentemente das doenças de inverno.
Em junho, um levantamento feito pelos gestores das 14 cidades que compõem a Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) apontou que mais de 36 mil pessoas aguardam por algum tipo de consulta especializada e quase 13 mil usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) esperam por internações eletivas. Neurologia, oftalmologia, otorrino, traumatologia são as especialidades com maior demanda. Entre os exames, tomografias, ressonância magnética e mamografia lideram a fila de espera.
O presidente da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) e prefeito da cidade de Lindolfo Collor, Gaspar Behne, comenta que não é novidade que as prefeituras têm investido muito além do mínimo constitucional na área, algumas bem mais que o dobro e não suportam o peso de seus orçamentos.
"Nossa região concentra quase um milhão de habitantes, está entre os principais PIBs do Estado e oferece saúde por meio de sete hospitais públicos, somando mais de 800 leitos. Os municípios chegaram ao limite de investimento financeiro e esperam do Estado ampliação de teto de serviços para atendimento e ampliação estadual em aplicação de recursos para custeio dos serviços especializados."
Entretanto, o presidente da Amvag disse que a reunião desta semana foi positiva e produtiva pois, segundo ele, Arita expôs a real situação do Estado e sinalizou que os municípios referência do Vale Germânico devem fazer o cadastramento para que recebam recursos do Avançar. "Nossos sete hospitais têm condições e infraestrutura suficientes para serem equipados com recursos do Avançar e atender a demanda reprimida. Não precisaremos deslocar nossos pacientes para Porto Alegre, que já atende alta procura. Iniciamos um canal de diálogo e isso deve seguir nas próximas semanas. Vamos equipar nossos hospitais. Temos potencial para isso", disse Behne.
SERVIÇOS PODERÃO SER FINANCIADOS ATRAVÉS DO ASSISTIR
A Secretária da Saúde, Arita Bergmann, apontou que entre as alternativas estão o apoio da Secretaria da Saúde nos projetos de expansão e ampliação dos serviços prestados, inclusive em hospitais de pequeno e médio portes, por meio da adesão a programas do governo federal atualmente com recursos disponíveis.
Além disso, a ampliação da oferta de serviços poderia ser financiada com recursos estaduais do programa Assistir, que já incrementou em R$ 10,5 milhões/ano o repasse aos hospitais da região, na medida em que os estabelecimentos de saúde implantem e entreguem novos serviços. Em obras e investimentos para hospitais da região, por meio do programa Avançar, o governo já investiu R$ 21,6 milhões.
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