Saúde

Hospital Moinhos de Vento realiza cirurgia pioneira no Estado com haste motorizada

Tecnologia foi liberada pela Anvisa no início de 2025 para tratamento de deformidades ósseas

Procedimento foi realizado em poucos locais do Brasil e passa a integrar opções terapeuticas disponíveis no Estado
Procedimento foi realizado em poucos locais do Brasil e passa a integrar opções terapeuticas disponíveis no Estado Foto : Hospital Moinhos de Vento / Divulgação / CP

Uma tecnologia que promete avanços no tratamento de deformidades ósseas utilizado já foi colocada em prática no Rio Grande do Sul. O Hospital Moinhos de Vento realizou uma cirurgia de alongamento ósseo utilizando uma haste motorizada totalmente interna. Até a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de 2025, o método mais comum necessitava de um fixador externo para procedimentos de alongamento ósseo. Até agora, a foi utilizada em poucos casos no Brasil e passa agora a integrar as opções terapêuticas disponíveis no Estado.

A cirurgia foi realizada em uma paciente de 14 anos, diagnosticada com Osteocondromatose Múltipla Hereditária, condição genética rara caracterizada pela formação de tumores ósseos benignos que podem provocar deformidades e discrepâncias no crescimento dos membros. No caso da paciente, havia um encurtamento da tíbia direita associado a uma leve deformidade óssea. O plano cirúrgico envolveu a implantação de uma haste de alongamento ósseo motorizada na tíbia para a correção da deformidade.

De acordo com o médico ortopedista Dr. Bruno Antunes, integrante do Serviço de Ortopedia do Hospital Moinhos de Vento e responsável pelo caso, o procedimento marca uma mudança importante na forma como o alongamento ósseo é realizado. “Essa é a única haste desse tipo disponível no Brasil atualmente, e ela permite que todo o processo de alongamento seja feito internamente, sem estruturas externas, o que traz ganhos expressivos em conforto, segurança e qualidade de vida para o paciente”, afirma. O dispositivo atua por meio de um motor interno, permitindo que o osso seja alongado através do uso de um controle que encosta na pele. A correção acontece de forma gradual, precisa e controlada ao longo do tempo.

Para o ortopedista, a tecnologia beneficia o tratamento de adolescentes e adultos com discrepância no comprimento dos membros. “O processo é controlado por um sistema de indução, semelhante a um carregador de celular, em que um transdutor posicionado sob a pele recebe energia de um controle externo e promove o alongamento de maneira gradual e precisa, conforme a prescrição médica. No caso desta paciente, conseguimos corrigir a deformidade e iniciar o alongamento com menor impacto na rotina, favorecendo a reabilitação e a adesão ao tratamento”. O médico explica que no caso da paciente, a tecnologia oferece a vantagem de um menor impacto na rotina da paciente, favorecendo a reabilitação e a adesão ao tratamento.

Antes da liberação do procedimento, cirurgias de alongamento ósseo utilizam fixadores externos, que permanecem visíveis durante todo o período de tratamento e podem gerar limitações funcionais, desconforto, dor na inserção dos pinos e maior risco de infecções. Com a nova haste interna motorizada, esses fatores são significativamente reduzidos, tornando o processo mais discreto e seguro.

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