A superintendente da Associação Saúde em Movimento (ASM), Vanessa Cardoso, responsável pelo gerenciamento do Hospital Universitário (HU) de Canoas, falou nesta manhã sobre a falta de interesse por parte do governo de Canoas na federalização da instituição da saúde e enfatizou que o sindicato classista tem feito movimentos que acabam corroendo internamente o clima de trabalho e acaba atrapalhando as negociações externas do Hospital Universitário.
Vanessa anunciou que a comitiva que saiu de Canoas com o prefeito Airton Souza e vereadores, que esteve em Brasília meses atrás, em tratativa com a bancada gaúcha para a liberação de verbas para a saúde, pleiteou recursos para o Hospital Universitário, como prioridade.
"Essa é a grande chance do HU. Na primeira fase, nós já fomos aprovados. Então vamos receber a emenda sim. Agora a segunda fase vai definir o valor, que é em torno de R$ 33 milhões. Primeiro, faremos a revitalização de pontos estratégicos do hospital, como o centro cirúrgico e equipamentos que estão todos obsoletos. Equipamentos que têm alta tecnologia e um tempo de vida. Todos eles já passaram pelos fabricantes, alguns já passaram 10, 12, 15 anos."
Vanessa garante que a troca dos equipamentos e a revitalização do centro cirúrgico são prioridades com a liberação das emedas que estão previstas para acontecer até 30 de abril de 2026. "Isso é um hospital de alta complexidade. A emenda de bancada vem para suplementar isso, colocar em dia um pouco das nossas dívidas com material, para que a gente consiga executar o serviço. A emenda de bancada é providencial para isso." Além dos equipamentos, insumos e materiais, o valor da emenda também vai servir para efetuar pagamentos dos profissionais que segue pendente.
"O hospital tendo sustentabilidade, em médio prazo, ele consegue liquidar todas essas questões. Existe um passivo de cerca de R$ 80 milhões que são das outras gestões, que é uma questão governamental, isso tem que ser liquidado também, pois impacta na cidade."
Segundo ela, o Hospital Universitário de Canoas tem capacidade instalada para 600 leitos, ele opera hoje com 400. O repasse pactuado é de R$ 15,6 milhões, porém, como há fragilidade financeira a ASM recebe cerca de R$ 10 milhões.
"Esse valor não se sustenta. O hospital perdeu anteriormente um bom repasse do Assistir. Entre os principais desafios, ele é um hospital que tem uma importante relevância enquanto equipamento de saúde e um papel social. Porque afinal, ele atende 153 municípios e 44% da população do RS é referenciada aqui. Além disso, ele tem um brilho acadêmico de hospital de ensino."
De acordo com a superintendente, são 1,5 mil colaboradores diretos e outros 1,5 mil indiretos e mais de 5 mil pessoas circulando por dia. "São cerca de 40 mil consultas ambulatoriais realizadas. Estamos fazendo 800 procedimentos por mês. Ele tem porte para 12 milhões. Veja como a máquina está sendo pouco utilizada. Atendemos 1,5 milhão de pessoas aqui", conclui.
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