A Secretaria de Saúde de Rio Grande divulgou um boletim sobre a situação da dengue no município do Sul do Estado. A cidade registra cinco casos de dengue em 2025, todos são autóctones, ou seja, a doença foi contraída em Rio Grande. Além disso, há três pessoas que aguardam o resultado dos exames realizados no Laboratório Central do Estado (LACEN).
O que chama a atenção na cidade é o crescimento de focos do mosquito aedes aegypti, que além da dengue também transmite zika vírus e a febre chikungunya, que segundo o boletim mais recente da Vigilância Ambiental chega a 197. Os bairros mais afetados são o Centro com 30 focos e a Vila da Quinta com 29.
Também há focos de aedes aegypti em outras localidades como Povo Novo, Ilha dos Marinheiros, Domingos Petroline, Santa Rosa, Maria dos Anjos, Carlos Santos/Profilurb, Furg/Carreiros, Aeroporto, São João/Recreio entre outros. Por este motivo, a população é orientada a tirar 10 minutos por semana para verificar nos pátios de suas casas se há algum foco do mosquito. A Vigilância pede que sejam revisados recipientes atrás dos refrigeradores, pratos de vasos de plantas ou qualquer objeto que possa acumular água e ofereça risco de proliferação do mosquito. Além disso, é recomendado o uso de repelentes, telas em portas e janelas e o tratamento adequado da água das piscinas (com cloro).
Nesta semana, os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias participaram de um Seminário para ampliar a integração e fortalecer o combate ao mosquito, de forma territorializada. No encontro os dados foram atualizados e ações conjuntas foram planejadas para intensificar o monitoramento nos territórios, bem como a identificação de usuários que apresentam sintomas da doença, com o intuito de notificar os casos e garantir o tratamento adequado e evitar que a situação se agrave.