Saúde

Rio Grande tem mais de 230 focos de aedes aegypti

Segundo a Vigilância Epidemiológica 33 localidades registraram a presença do inseto que transmite dengue, zika vírus e febre chikungunya

Equipes formadas por agentes de combate a endemias seguem realizando inspeções em possíveis focos do mosquito
Equipes formadas por agentes de combate a endemias seguem realizando inspeções em possíveis focos do mosquito Foto : Richard Furtado/ Prefeitura de Rio Grande/CP

O município de Rio Grande, no Sul do Estado, contabilizou nesta semana 233 focos do mosquito aedes aegypti que transmite doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya. Segundo a Secretaria de Saúde, 33 localidades nos mais diversos pontos da cidade já tiveram registro. O bairro líder no levantamento é o Centro, com 38 focos, seguido da Vila da Quinta, que tem 36.

Para tentar melhorar a situação, agentes de combate a endemias seguem realizando visitas em busca de locais que podem se tornar possíveis criadouros. Na última semana, dos 50 casos suspeitos de dengue, 39 foram descartados, seis aguardam resultado do exame laboratorial e cinco deram positivo. Todos são casos onde as pessoas foram contaminadas no município (autóctones). As pessoas que testaram positivo são moradores do Centro, e dos bairros Cidade Nova, Parque Marinha e Cassino, além da Ilha dos Marinheiros. Também foram notificados quatro casos suspeitos de febre chikungunya. Destes, três aguardam resultados de exames e um foi descartado.

A partir da próxima semana, novos equipamentos devem ser instalados para combater o mosquito em pontos estratégicos da cidade. São mil ovitrampas e duas mil estações disseminadoras de larvicidas (que estão na cidade por meio de uma parceria com Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz- Fiocruz). Todos os equipamentos estão sendo preparados para instalação pelos agentes de combate a endemias da cidade

As ovitrampas são armadilhas que auxiliam na detecção e controle do vetor. Constituem pequenos recipientes com água, levedo de cerveja e uma palheta para oviposição, onde as fêmeas do mosquito depositam seus ovos. A tecnologia tem como objetivo monitorar a presença em abundância do aedes aegypti, avaliar a eficácia das medidas de controle e ao mesmo tempo, reduzir a quantidade de ovos no ambiente, contribuindo para a diminuição da proliferação do aedes aegypti.

Já as estações disseminadoras de larvicidas contém feltros impregnados com pequenas partículas de larvicida. Quando a fêmea do mosquito deposita seus ovos no recipiente, o larvicida impede o desenvolvimento dos ovos e contamina as patas dela que o dissemina em outros locais aumentando a eficácia do controle.

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