A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital disse garantir que as contingências e demais estruturas de saúde darão conta dos serviços durante o fechamento da emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), pelo período de dois meses, desde a última segunda-feira até 16 de março. O local está em reformas no piso e dutos de ar-condicionado. Conforme a SMS, a reabertura da emergência do Hospital São Lucas da PUCRS, mais os 82 novos leitos do Hospital Santa Ana, anunciados nesta quinta-feira, e os 50 do Hospital Porto Alegre, reabertos em dezembro, poderão desafogar os serviços do Clínicas.
Estão aí incluídos os três pronto-atendimentos (Bom Jesus, Lomba do Pinheiro e Cruzeiro do Sul), assim como a UPA Moacyr Scliar e demais hospitais que atendem pelo SUS. As instituições de alta complexidade absorverão pacientes encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), como, por exemplo, a regulação estadual.
As emergências adulto e pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre operam com restrição até 17 de março de 2025 para execução de obras estruturais
O atendimento no HCPA será gradualmente retomado a partir de 20 de fevereiro, com metade da capacidade, e a funcionar normalmente a partir de 17 de março. Até lá, o próprio Clínicas disponibilizará dez leitos para pacientes críticos adultos e sete para pacientes pediátricos em outra área no mesmo prédio, como forma de contingência. Também serão acolhidos pacientes oncológicos em tratamento na instituição, em pós-operatório recente e transplantados provenientes dos ambulatórios do HCPA em situação de urgência.
Durante as obras, deve ser instalada a tubulação de espera de um novo angiógrafo, equipamento para a realização de exames de imagem, recentemente adquirido, e estruturada a sala de triagem de pacientes. “O piso da emergência está com muitas ondulações e afundamentos, causando transtornos tanto para condução de materiais quanto para transporte de pacientes. Isto causa dor e desconforto. São obras fundamentais e que devem ser feitas sem a presença dos pacientes”, salientou o chefe do Serviço de Emergência do HCPA, Daniel Fontana Pedrollo.
De acordo com ele, o planejamento das intervenções foi feito em conjunto com áreas do município como a Vigilância Sanitária. O período atual foi estabelecido para as obras devido ao menor movimento em Porto Alegre. O bloco B da emergência do Clínicas teve a construção finalizada em 2019, e ocupado de maneira emergencial durante a pandemia, permitindo o atendimento de uma demanda excepcional do período.