Com 30 fechamentos temporários determinados pela Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Porto Alegre neste ano, os índices de interdições de restaurantes e outros estabelecimentos comerciais do gênero alimentício são três vezes maiores em 2025 na comparação com 2024. Já as denúncias somam quase o mesmo número do que de janeiro a dezembro de 2024: 1.209 até o momento em 2025 contra 1.341 no ano passado inteiro.
Segundo a SMS, as denúncias são feitas pelo telefone 156, e são distribuídas aos agentes de fiscalização. “Eles organizam sua agenda para o atendimento, conciliando com as vistorias necessárias para liberação de alvará”, disse a secretaria. “Todas as denúncias são filtradas quanto ao teor e, a depender do teor e do número de denúncias recebidas do mesmo estabelecimento, buscamos atender com prioridade diante de tantas outras.” De maneira geral, as interdições ocorrem quando são constatados irregularidades higiênico-sanitárias e com risco iminente à saúde pública.
Boas práticas e alimentos seguros
Alguns dos casos, como em uma padaria no bairro Moinhos de Vento e em um restaurante na Cidade Baixa, ganharam notoriedade nos últimos dias, fazendo com que, em algumas situações, houvesse manifestação dos proprietários. Diante do aumento de notificações, a SMS, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) e Sindilojas se reuniram para alinhar ações.
Conforme a Abrasel, serão realizados encontros conjuntos entre as instituições e o poder público, a fim de educar empresários e trabalhadores do setor, definir pontos críticos para o funcionamento seguro dos estabelecimentos e criar ações permanentes de orientação. “Queremos preservar o empreendedorismo e a geração de empregos, ao mesmo tempo em que asseguramos boas práticas e alimentos seguros para a população”, disse o presidente da Abrasel no RS, Leonardo Vogel Dorneles.
Atualmente, a SMS investiga três casos de possíveis surtos, somando pelo menos 48 pessoas enfermas. Os números foram informados pelas instituições hospitalares à Vigilância em Saúde, e não necessariamente representam confirmações da SMS, com a conclusão dos levantamentos previstos para ocorrer nesta semana.