O auditório da UniSenac lotado reuniu cerca de 100 empresários do ramo da gastronomia interessados em entender melhor a fiscalização sanitária no setor nesta terça-feira. Motivado pela série de interdições da Vigilância Sanitária nas últimas semanas, o encontro “Boas práticas e confiança: um diálogo essencial sobre Vigilância Sanitária”, por meio de uma iniciativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), buscou aproximar o setor de alimentação da fiscalização municipal para fins de esclarecimento.
O presidente da Abrasel no RS, Leonardo Dorneles, tratou da importância de clarificar as questões de procedimento de fiscalização em estabelecimentos. “Interditar restaurante não é legal, mas é uma coisa que sempre existiu. A vigilância não está mais rígida ou menos rígida. Interdição, processos, fiscalização sempre ocorreram”, afirmou. “A gente acredita que, conversando, consegue ajustar alguns procedimentos, seja nos restaurantes, seja na fiscalização, para que, no final disso tudo, o mais importante é servir alimento seguro para o cidadão”, complementa. Ele destacou que realizou conversas com o secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter, e com a coordenação da Vigilância Sanitária para esclarecer o que é crítico em uma fiscalização.
Nelson Ramalho, da diretoria do Sindha, acredita que a série de imbróglios, fiscalizações, interdições e autuações servem para também melhorar o processo. “É uma relação de crescimento. Nunca é uma relação de disputa de quem está certo ou quem está errado”, disse.
“A gente tem que entender que a vigilância, a fiscalização é um órgão soberano e ele deve acontecer, e em hipótese nenhuma, acho que nenhum comerciante hoje, nenhum pertencente da nossa classe duvida ou não valorize isso”, complementa.
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A equipe técnica da Vigilância Sanitária de Porto Alegre apresentou procedimentos e respondeu perguntas de empresários. Aline Medeiros, diretora da Vigilância em Saúde, explicou que as demandas são denunciadas pelo número 156 e, com isso, a equipe averigua a urgência e vai até o estabelecimento fazer uma vistoria, para identificar se realmente é procedente ou não.
“No momento que tem surto, que são a partir de duas ou mais pessoas que tiveram sintomas gastrointestinais em relação a um alimento que foi consumido em comum, a equipe também avalia e faz a vistoria no local oportuno para identificar se tem algum desvio ou prática não tão segura na hora da manipulação daquele alimento ou de armazenamento”, afirma.
A diretora reforçou que o encontro teve objetivo de conversa. “De forma alguma contra os empreendedores”, salientou. Queremos, justamente, uma corresponsabilização de segurança alimentar”, disse.
Enquanto diretora, reconheceu a necessidade de melhorar processos de fiscalização e certas adequações. A definição de que agentes da Vigilância Sanitária da Capital passarão a utilizar câmeras corporais em vistorias, anunciada na última segunda-feira, já estava estava em processo de aquisição, afirma Aline. “Estamos trabalhando para melhorar também a saúde mental dos trabalhadores, que eles são porque eles ficaram um pouco receosos de fazer algumas inspeções em alguns momentos”, disse.
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