Tropas terrestres de Israel cruzaram a fronteira e avançaram sobre o sul do Líbano nesta terça-feira (3). Segundo fontes do exército libanês, o avanço ocorre pelas planícies de Kfarkila e Khiam, logo após o ministro da Defesa israelense ordenar a tomada de posições estratégicas.
A fonte militar expressou preocupação com "a intenção de Israel de estabelecer um amplo perímetro de segurança no sul do Líbano".
Em uma coletiva de imprensa na manhã de terça-feira, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), tenente-coronel Nadav Shoshani, enfatizou que o movimento não é o início de uma grande invasão terrestre no Líbano.
“Nossa presença está limitada à área imediata da fronteira, em uma postura defensiva para evitar ataques contra civis israelenses e para proteger pontos estratégicos fundamentais”, disse Shoshani. “Isto não é uma manobra ou uma operação em larga escala — é uma medida tática para garantir a segurança e impedir tentativas de infiltração.”
De acordo com a CNN, Shoshani também prometeu que Israel não seria forçado a evacuar os residentes que vivem ao longo da fronteira com o Líbano.
Ataque ao coração do governo em Teerã
Simultaneamente à invasão por terra, Israel desferiu um golpe direto contra a cúpula do poder no Irã. O comando militar anunciou o bombardeio e o desmantelamento de instalações dentro do complexo da Presidência da República e do Conselho de Segurança em Teerã.
As explosões foram ouvidas em toda a zona norte da capital iraniana e nas cidades vizinhas de Karaj e Isfahan, atingindo o centro nevrálgico da direção do país em uma tentativa clara de neutralizar o comando operacional do regime.
- Escalada entre Israel e Hezbollah reacende guerra no Líbano
- Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataque de Israel ao Líbano
- Irã anuncia ataque a gabinete do primeiro-ministro israelense
A estratégia israelense de "ataques simultâneos" em Teerã e Beirute visa paralisar as comunicações e o comando tanto do Irã quanto do Hezbollah. Enquanto nuvens de fumaça cobrem a capital libanesa, o governo iraniano enfrenta a destruição de seus principais prédios administrativos.