Cidades

1º Fórum Várzea Lab discute adaptação climática com a comunidade em Porto Alegre

Evento reuniu diferente setores da sociedade, pesquisadores e a comunidade para debater aspectos do PLAC-POA

Encontro foi realizado na Associação Cultural Vila Flores
Encontro foi realizado na Associação Cultural Vila Flores Foto : Fabiano do Amaral

Pesquisadores, empresários e a comunidade foram convidados à discutir a adaptação para Emergências Climáticas na noite desta terça-feira, no Vila Flores, em Porto Alegre. O 1ª Fórum Várzea Lab elencou pontos do Plano de Ação Climática da Capital (PLAC-POA), que estabelece 30 ações práticas para preparar os territórios para eventos climáticos extremos.

O Várzea Lab é o Núcleo de Práticas em Adaptação Climática que integra o Programa Palafita, promovido pela Associação Cultural Vila Flores. O objetivo das iniciativas é, em conjunto com as comunidades de territórios afetados direta ou indiretamente pelos eventos extremos, criar estratégias de resiliência climática, reconstrução comunitária e fortalecimento das economias locais.

“O que aconteceu em 2024, foi um exemplo de tudo o que deu errado. De forma ideal, a comunidade vai sair da sua casa de meia seca, vai sair antes do rio chegar e aí não vai precisar ser resgatada. Porque o resgate é um trabalho muito técnico e nós não podemos depositar essa responsabilidade da comunidade”, argumenta a coordenadora do Várzea Lab, Julia Caon Froeder.

O trabalho parte da necessidade de compreender as transformações provocadas pelo desastre e fortalecer a capacidade das comunidades de baixa renda de enfrentar eventos futuros. A atuação está sendo desenvolvida por meio de cooperações técnicas envolvendo universidades, organizações da sociedade civil, poder público, iniciativa privada e lideranças comunitárias e conta com a participação ativa de iniciativas socioambientais e com a articulação nas comunidades do território.

No encontro foram apresentadas iniciativas que se debruçam sobre cinco eixos do PLAC - POA: Segurança Alimentar, Sociobiodiversidade e o papel das escolas em eventos climáticos para além dos abrigos, gestão de riscos e desastres, empreendedorismo socioambiental e direito à cidade. Cada um dos eixos já tem iniciativas desenvolvidas por laboratórios de comunidades distribuídas às margens dos principais afluentes da bacia do Guaíba: Jacuí, Taquari-Antas, Caí, dos Sinos e Gravataí.

De forma interativa, os participantes puderam compartilhar experiências e trocar conhecimentos e iniciativas que foram bem sucedidas em diferentes locais atingidos, principalmente, por inundações. O objetivo do fórum é promover soluções de adaptação e resiliência climáticas, além de impulsionar pequenos empreendedores da região do 4º Distrito, que foi fortemente afetado pelas enchentes de 2015, 2023 e 2024.

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