Cidades

Após paralisação, circulação do transporte coletivo é normalizada em Esteio

Circulação foi retomada por volta das 14 horas; mobilização ocorreu em função do não pagamento dos salários dos rodoviários da cidade

Paralisação total das atividades iniciou ainda durante a madrugada e afetou também as integrações com o trem
Paralisação total das atividades iniciou ainda durante a madrugada e afetou também as integrações com o trem Foto : Rubens Serna / Divulgação / CP

Os trabalhadores da Viação Santa Clara (Visac), empresa responsável pelo serviço de transporte público municipal de Esteio, na região Metropolitana, paralisaram totalmente as atividades na manhã desta quarta-feira, em razão do não pagamento dos salários. A mobilização comprometeu a operação da empresa e expressa a insatisfação dos rodoviários com os atrasos salariais que tem sido recorrente. A paralisação envolveu 50 trabalhadores e 23 carros permanecem dentro das garagens, afetando também as integrações com o trem.

À tarde, a Prefeitura de Esteio informou que, após audiência de mediação, foi acordado o retorno da circulação do transporte coletivo municipal a partir das 14h. A administração municipal informou que segue acompanhando a situação e manterá a população informada sobre eventuais atualizações.

A Visac-Esteio informou que, pela manhã, foi creditado o pagamento de setembro dos funcionários e no início da tarde, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-4), a empresa de comprometeu a não descontar as horas não trabalhadas.

A greve foi articulada depois que o Sindicato dos Rodoviários de São Leopoldo e Região do Vale do Sinos recebeu a informação de que haveria divergências financeiras entre a empresa de transporte e a prefeitura, apontadas como justificativa para o atraso.

Para o presidente do sindicato, Wilson Caetano, questões financeiras entre a empresa e o poder público não podem ser transferidas aos trabalhadores. O sindicato também cobrou da empresa o cumprimento de suas obrigações e da prefeitura a fiscalização do contrato de concessão, diante da reincidência dos atrasos relatada pela categoria.

"A paralisação é resultado de atrasos corriqueiros não só de salários, mas de adiantamentos e planos de saúde, em que os trabalhadores ficam sem atendimento médico. Nossa pauta não tem um perfil de negociação coletiva e sim uma luta pela manutenção do compromisso de pagamentos de salários, que é uma obrigação como trabalhador. Manteremos a paralisação por tempo indeterminado até que o pagamento entre na conta."

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