O temporal da madrugada de segunda-feira deixou um rastro de destruição em São Lourenço do Sul. Foram registrados centenas de destelhamentos, árvores e postes caíram, plantações foram danificadas e estradas na zona rural chegaram a ficar interrompidas. Segundo monitoramento da CEEE Equatorial, na manhã desta terça-feira 4.884 unidades consumidoras seguiam sem luz.
Com isto, o prefeito Zelmute Marten decretou estado de calamidade pública em todo o município. "Tive que tomar esta medida, pois tenho três decretos de situação de emergência que foram publicados e reconhecidos nos últimos 40 dias. Com isso, a esfera pública perdeu a capacidade de responder e preciso do apoio do Estado e da União para ajudar as pessoas", justificou.
A medida considera a gravidade dos danos provocados pelo fenômeno climático, seus impactos sobre a infraestrutura pública e privada e o comprometimento da capacidade de resposta do município diante da sucessão de eventos extremos registrados ao longo do ano. Conforme o documento, o volume de chuva ficou entre 40 e 80 milímetros e as rajadas chegaram a 96,2 km/h.
O desastre foi classificado como de nível III. Em janeiro, a cidade já havia registrado tempestades e chuvas intensas que atingiram a área urbana e as margens da Lagoa dos Patos. Em agosto, novos eventos exigiram a adoção de medidas emergenciais, com destaque para o vendaval e ciclone extratropical do dia 6 e as chuvas intensas dos dias 15 e 16, que resultaram em decretos de emergência homologados pelo governo do Estado.
Entre os impactos considerados estão os danos às estradas rurais e urbanas não pavimentadas, pontes, bueiros e equipamentos públicos, além da necessidade constante de mobilização de equipes e maquinário para a recuperação das estruturas atingidas. A declaração constitui ainda um instrumento administrativo para fundamentar a necessidade de apoio estadual e federal diante dos impactos do desastre.
De acordo com o prefeito, o decreto municipal, por si só, não representa a liberação automática de recursos, mas formaliza a situação enfrentada pelo município e integra os procedimentos necessários à busca de auxílio junto às demais esferas de governo. O documento tem vigência de 180 dias a partir da sua publicação. Nesta terça-feira, as equipes seguem avaliando os danos do temporal e atendendo as demandas da população.