Três trechos das obras da reconstrução do talude do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, tiveram autorizadas as ordens de início, após uma reunião na manhã desta terça-feira entre o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e a empresa contratada para a execução dos trabalhos. Todos eles são na mesma região: um na margem direita do ginásio da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), outro na margem esquerda da avenida Cristiano Fischer e mais um na margem esquerda do estacionamento da PUCRS.
Inicialmente, a previsão era os trabalhos iniciarem na segunda quinzena de janeiro, segundo havia dito em outubro do ano passado o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone. As ordens não significam necessariamente o começo das obras, com o prazo começando a correr depois da publicação no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), o que deve ocorrer em breve, e ainda a instalação do canteiro de obras e chegada dos maquinários.
Três outros trechos, cujas obras também estavam previstas para serem concluídas até 15 de janeiro e entregues simultaneamente pelo Dmae, de fato ficaram prontas em dezembro, ou seja, um mês antes, conforme o órgão. Elas ficam no trecho do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RS (Crea-RS), do antigo Ginásio da Brigada Militar e da rua São Luís, em frente ao Planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Neste último caso, o adiamento havia sido justificado por Perrone porque as obras foram paralisadas durante 40 dias na metade de 2025, quando choveu intensamente em Porto Alegre. No final de setembro do ano passado, foi concluído o primeiro trecho do talude, na avenida Ipiranga com a rua São Manoel, no bairro Santana, que havia desmoronado em abril de 2024 e teve as obras iniciadas em janeiro seguinte.
O Dmae já havia justificado trabalhar separadamente nos trechos, a fim de causar menores impactos no trânsito, como sua estratégia de reconstrução dos taludes, que justamente desmoronaram após as chuvas intensas entre 2023 e 2024, e que, com efeito, causaram as históricas enchentes. A reconstrução do talude foi executada com duas técnicas distintas de engenharia.
A primeira consiste na recomposição em concreto armado, com a fixação de pranchas sob o curso d’água. A segunda utiliza gabiões, ou estruturas metálicas preenchidas com pedras, empregadas para a estabilização do terreno. Também não há definição concreta de como ficará a ciclovia da avenida Ipiranga, com a decisão a ser tomada em conjunto com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).