Cidades

Campanha promove resiliência climática unindo da ciência e saberes locais

Iniciativa realiza oficinas educacionais e formativas com líderes comunitários de territórios vulneráveis

Formação ocorreu no Tecnopuc e reuniu educadores e líderes comunitários
Formação ocorreu no Tecnopuc e reuniu educadores e líderes comunitários Foto : Alina Souza

Em uma iniciativa conjuntas entre a Coordenadoria de Educação do Centro nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden Educação) e a Secretaria Nacional de Periferias, ligada ao Ministério das Cidades, a campanha “#AprenderParaPrevenir – Cidades Sem Risco” chega a sua 9ª edição em 2026 com oficinas e atividades formativas sobre a identificação de riscos e promoção de resiliência climática sob a ótica da justiça ambiental. A formação ocorreu no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc).

De acordo com a idealizadora do projeto, Rachel Trajber, que também é coordenadora do Cemaden Educação, falar sobre resiliência climática é falar sobre justiça social, ambiental e racial, uma vez que “aqueles que menos contribuem [para desastres climáticos] são os que sofrem as maiores consequências desses desastres”. A representante defende a produção do conhecimento científico aliado aos saberes locais como a principal forma de enfrentamento aos efeitos da emergência climática, com ênfase na ideia de que ninguém escolhe morar em área de risco ambiental.

A oficina reuniu educadores, representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs), do setor privado, pesquisadores e líderes de comunidades em áreas de risco de Porto Alegre. Com foco em comunidades vulneráveis instaladas em áreas de risco de deslizamentos e inundações, o analista de políticas sociais da Secretaria Nacional de Periferias, ligada ao Ministério das Cidades, destacou a importância tanto de obras de infraestrutura nessas localidades como soluções ligadas à natureza para mitigar os efeitos dos desastres.

De acordo com o órgão federal, foram destinados R$ 117 milhões para obras de contenção de encostas em todo o Rio Grande do Sul. Apenas para Porto Alegre, a pasta destinou R$ 660 mil reais para obras voltadas à resiliência climática. A oficina fomentou a criação de iniciativas que podem concorrer ao prêmio promovido pelo Cemaden Educação. As inscrições são aceitas até o dia 15 de maio.

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