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Crianças de escolas atingidas pela enchente participam de projeto do Sindienergia-RS para conhecer o Porto de Porto Alegre

Evento faz parte do projeto Minha Cidade Tem um Porto, que busca aproximar a comunidade do Porto de Porto Alegre e do Guaíba

Participaram as escolas municipais de Ensino Fundamental Migrantes e Antônio Giudice, atingidas pela enchente
Participaram as escolas municipais de Ensino Fundamental Migrantes e Antônio Giudice, atingidas pela enchente Foto : Camila Cunha

Com o objetivo de trazer o Porto de Porto Alegre, o Guaíba e as suas potencialidades para quem não tem o contato direto com o assunto, o Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do RS (Sindienergia-RS) promoveu uma atividade pedagógica com 34 crianças dos 6º e 7º anos de duas escolas de Porto Alegre, atingidas pelas enchentes de maio de 2024, para aprender mais sobre a importância do Porto.

O evento faz parte do projeto Minha Cidade Tem um Porto, que está sendo realizado na Capital, e busca aproximar a comunidade do Porto, demonstrando a importância do corpo hídrico para a cidade atingida pela enchente. Participaram as escolas municipais de Ensino Fundamental Migrantes e Antônio Giudice, que ficam em dois dos bairros atingidos pelas cheias do Guaíba: Anchieta e Humaitá.

A atividade envolveu um quiz com temática sobre portos, Porto Alegre e energias renováveis, de uma maneira acessível aos jovens.“A técnica, a gente já está dominando e acostumado a falar com nossos próximos. A gente precisa inserir as crianças, e inserir de uma forma técnica às vezes não é o mais natural. Uma brincadeira pode ser uma alternativa melhor para mostrar para eles o quanto a operação de um porto, a economia do Estado e a cultura estão ligadas. A técnica fica mais fácil”, afirmou a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal.

Presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal | Foto: Camila Cunha

O professor de Geografia, História e Filosofia da EMEF Migrantes, Cléber Castilhos, destacou a importância da atividade como uma pedagogia mais diferenciada e mais atenta às necessidades da sociedade atual.

“É uma atividade fundamental, não apenas pelo aspecto pedagógico, mas também pelo aspecto vivencial de ter uma interação lúdica e criativa, conhecendo a nossa realidade. Especificamente a nossa escola, que sofreu com a enchente, foi uma das 14 escolas alagadas de Porto Alegre. Resgatar a cidade, resgatar o seu rio naquilo que em outro momento anterior foi motivo de tristeza e desolação para todos nós, agora está sendo bem interessante e forma bem propositiva”, pontuou.

A atividade faz parte do projeto que foi lançado em Porto Alegre em junho deste ano. A iniciativa já existe em Rio Grande e em breve será implantada em Pelotas. “Esse projeto prevê a volta da cidade ao porto. Nosso município, a Capital do Rio Grande do Sul, tem na sua essência o porto. E em uma condição tão alegre. E a gente hoje vê uma cidade que quer entrar no porto. A gente está com a Orla sendo reformulada, e a gente precisa continuar aqui nessa parte portuária”, explicou Cardeal.

Entre as outras atividades programadas, estão caminhadas para recolher lixo e concursos de poemas e redações, com o objetivo de mostrar o pertencimento do Porto aos porto-alegrenses. "A gente pretende não só levar as pessoas para dentro do porto, levar o porto para dentro das da da das das entidades, dos representantes, mas a gente também está prevendo algumas ações culturais e pedagógicas".

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