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Menu POA debate processo de transformação do Centro Histórico de Porto Alegre

Dos desafios às tendências, encontro da ACPA tratou sobre as transformações previstas para a região central da Capital gaúcha e seus reflexos no comércio

Menu POA debateu o tema "Desafios e Tendências para Porto Alegre", com forte destaque para a transformação do Centro Histórico
Menu POA debateu o tema "Desafios e Tendências para Porto Alegre", com forte destaque para a transformação do Centro Histórico Foto : Pedro Piegas

O futuro do Centro Histórico de Porto Alegre e seus reflexos no comércio e no empreendedorismo foram os temas principais debatidos em mais uma edição do tradicional Menu POA, promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), realizada nesta terça-feira. Para o encontro, os participantes destacaram os desafios, as tendências, as potencialidades e o que precisa ser feito para a transformação da região central da Capital gaúcha.

A presidente da ACPA, Suzana Vellinho Englert, destacou que Porto Alegre vivem um momento de readaptação do Centro Histórico, com reflexos nas áreas social, econômica, habitacional e ambiental. “Vivemos a tarefa de reinventar o Centro ao mesmo tempo em que preservamos a sua identidade, a sua história e a sua vocação”, afirmou Suzana.

Os convidados para o encontro desta terça-feira foram o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA) e proprietário da loja Via Condotti, Carlos Klein, o fundador da empresa de consultoria Space Hunters que tem atuado no projeto de transformação da região, Francisco Zancan, e o fundador da empresa Reacons Retrofit, Kleber Sobrinho, que trabalha com a transformação de imóveis para as novas realidades de comportamento.

Klein apontou que o Centro Histórico ainda é uma região única no RS, oferecendo o melhor logístico para quem pretende investir e consumir produtos do comércio. Para o empresário, o objetivo das mudanças que são previstas é transformar o local em um grande shopping a céu aberto. Entretanto, ele reforça que é necessário repensar formas de incentivar o empreendedorismo na região, como a reformulação do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

“O Centro tem um excelente potencial de comércio, mas está passando por transformações que também envolvem a jornada do consumidor. Por tudo isso, o aluguel está muito alto, mas com as mudanças previstas para o Centro, isso também se adequará na medida que mais pessoas circulem e venham a consumir na região”, citou.

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Uma das formas de readequar o Centro Histórico passa pelo retrofit de imóveis, transformando empreendimentos comerciais com baixa ocupação em edifícios voltados à moradia, tanto permanente como temporária. Kleber Sobrinho, da Reacons Retrofit, destaca que essa é uma ferramenta essencial para a transformação da região a curto prazo, pois refletirá em maior interesse do mercado, aumentando o valor do metro quadrado a médio e longo prazo.

A empresa é uma das pioneiras no retrofit de edificações na Capital, contando com um projeto bem encaminhado na rua Caldas Júnior, próximo da avenida Mauá. Sobrinho celebrou o incentivo a partir da isenção do IPTU para a reforma dos imóveis. “Precisamos atender alguns critérios. A isenção é posterior à execução do retrofit. Mas ainda é a alternativa mais viável e que vai ajudar na recuperação do Centro Histórico”, falou.

Já o empresário Francisco Zancan, da consultoria Space Hunters, afirmou que a revisão do plano diretor pode ajudar na transformação da região. Ele destacou ainda a necessidade de revisão de custos tributários para atrair empresas. Mesmo assim, ele vê o retrofit de imóveis como o primeiro passo para a incentivar a maior circulação de pessoas no Centro Histórico e posterior ajustes em políticas públicas, como o próprio plano diretor, para fomentar a transformação do bairro.

“Sem o retrofit a gente não consegue fazer a mudança no Centro Histórico. A primeira coisa é atrair gente para cá. O novo projeto do plano diretor vai na direção certa, de corrigir uma série de exigências que inviabilizam empreendimentos. Ainda não é o ideal. Os planos diretores são completamente incompatíveis com a forma como o Centro está edificado. A maneira que está sendo trabalhada agora é para conseguir, sem tanta obstrução, prédios parecidos com aquilo que já foi construído aqui no passado”, concluiu.