Cidades

Moradores de Lagoão e Segredo exigem ao Daer continuidade de obras na ERS 347

Cinco dos 25,6 quilômetros da obra foram asfaltados e sinalizados, de acordo com a autarquia

Moradores se mobilizaram em frente à sede da autarquia em Porto Alegre nesta sexta-feira
Moradores se mobilizaram em frente à sede da autarquia em Porto Alegre nesta sexta-feira Foto : Camila Cunha

Pelo menos 80 moradores dos municípios de Lagoão e Segredo realizaram uma mobilização nesta sexta-feira em frente ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), em Porto Alegre, reivindicando a continuidade das obras na ERS 347, no acesso entre os dois municípios. De acordo com os moradores, as máquinas estão paradas há mais de 100 dias, e a condição considerada crítica das estradas prejudica no deslocamento para outros municípios e, também, no transporte de mercadorias e escoamento da produção. A obra de 25,6 quilômetros já conta com cinco quilômetros asfaltados e sinalizados, de acordo com o Daer.

Durante a mobilização, também foi realizada uma reunião com o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, e com o secretário-geral de Governo, Artur Lemos, para encontrar uma solução para a situação. "As pessoas ficaram sem condições de sair do município de Lagoão, porque a prefeitura não consegue fazer a manutenção dos demais 22 quilômetros, que não podem ser patrolados por causa da legislação. E o descontentamento da população é grande", disse o vereador Adenilson Adriano Müller, presidente da Câmara de Vereadores de Lagoão e um dos principais organizadores do ato, presente na reunião.

"Nosso povo não aguenta mais tanto descaso. Faz exatamente uns seis meses que a empresa saiu e não fez a manutenção. Viemos em busca de uma solução, porque foram feitas várias tentativas", complementou o representante do Movimento SOS Lagoão e Segredo, Antônio Fernandes Júnior, que também estava na reunião.

Procurada, a autarquia informou que, nesta sexta-feira, foram iniciados os serviços de regulagem da terraplenagem para colocação de macadame e base em novo trecho de mais cinco quilômetros, e que a empresa responsável pela obra também fará manutenção nos trechos críticos da rodovia. Foi informado, também, que o contrato da obra foi ajustado em razão de estudos que apontaram o aumento do tráfego na rodovia e a necessidade de alterar a estrutura e o revestimento asfáltico. Foi alterado, também, o valor da obra, que estava inicialmente orçada em R$ 42,3 milhões e poderá chagar a R$ 71 milhões em razão da revisão do projeto e do reajuste de materiais.

Em nota, o órgão também informou que a obra, composta por diferentes frentes, contém fases que não são contínuas, mas que têm “picos de desenvolvimento” de acordo com os quilômetros que serão executados, e que a fase de pavimentação asfáltica tem níveis diferentes de intensidade por conta do volume de material suficiente para a execução da atividade. De acordo com a nota enviada pelo órgão, a obra terá diferentes etapas nos próximos meses, e em cada uma haverá uma nova mobilização.

Confira, abaixo, a nota completa:

O Daer informa que o valor total da obra da ERS-347 é de R$ 42,3 milhões e já conta com 5 quilômetros asfaltados e sinalizados.

Nesta sexta-feira (03/07), foram iniciados os serviços de regulagem da terraplenagem para colocação de macadame e base em novo trecho de mais 5 quilômetros. A empresa também fará manutenção nos trechos críticos da rodovia.

O contrato desta obra também foi ajustado em razão de estudos, que apontaram o aumento do tráfego na rodovia, indicando a necessidade de alterar a estrutura e o revestimento asfáltico de asfalto frio para asfalto a quente.

Esta obra de pavimentação asfáltica de acesso municipal é composta por diferentes frentes, uma delas, que tem um serviço mais diluído ao longo do tempo, é a de pavimentação, em que as máquinas atuam diariamente fazendo cortes, conformando taludes e fazendo aterros. Essa etapa já foi concluída, com isso, a terraplenagem estando finalizada, as máquinas saíram para que outras frentes possam ser executadas. A partir disso, começou a ser executada a pavimentação asfáltica e essa fase não é contínua, mas tem picos de desenvolvimento.

Como o material pétreo é terceirizado, a empresa que executa a obra compra de uma pedreira comercial, e é necessário estocar esse material para ter um volume suficiente para levar para a rodovia e assim fazer uma frente de quilômetros de sub-base em rachão, depois de base em brita graduada e depois de asfalto. Por isso, a obra nessa fase de pavimentação asfáltica tem níveis diferentes de intensidade, com a colocação de material, execução de alguns quilômetros, produção de mais material pétreo, transporte e pavimentação de mais alguns quilômetros.

Essa obra terá várias etapas nos próximos meses, e em cada uma haverá uma nova mobilização. Neste momento, a obra não tem um desenvolvimento contínuo, mas sim picos de acordo com os quilômetros que serão executados, em razão dessa necessidade de organização do material pétreo.

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