Cidades

“Não vamos relativizar o ódio”: ato preserva memória das vítimas dos ataques terroristas em Israel

Atividade promovida pela Federação Israelita do RS foi realizada no monumento na Capital construído em homenagem às vítimas do atentado

Ato comunitário em memória das vitimas dos ataques de 7 de outubro foi realizado na praça Maurício Cardoso, no bairro Moinhos de Vento
Ato comunitário em memória das vitimas dos ataques de 7 de outubro foi realizado na praça Maurício Cardoso, no bairro Moinhos de Vento Foto : Mauro Schaefer

Exatos três anos após os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) promoveu um ato comunitário em memória às vítimas dos ataques promovidos pelo grupo terrorista Hamas. Na ocasião, o atentado deixou cerca de 1,2 mil pessoas mortas, além de outras centenas de reféns que foram sequestrados pelo grupo extremista. Entre as vítimas, estava o porto-alegrense Ranani Glazer Nidzelski, que participava de um festival de música eletrônica no momento do ataque.

A programação do ato, promovido em frente ao monumento construído em Porto Alegre em homenagem às vítimas do atentado na praça Maurício Cardoso, no bairro Moinhos de Vento, contou com orações, falas de representantes da comunidade judaica, autoridades, participação de rabinos, hino e música. Para a presidente da FIRS, Daniela Russowsky Raad, a data precisa ser lembrada e as vítimas honradas. Entretanto, ela cita que a situação vivida naquele 7 de outubro de 2023 em Israel jamais pode ser normalizada.

“Há exatos três anos, acordávamos com imagens de algo absurdo ao nosso imaginário. Estamos falando de crianças, jovens, adultos e idosos que tiveram suas vidas interrompidas em razão do ódio. É duro reviver o horror do 7 de outubro, mas essa lembrança é necessária. Seus perpetradores nunca esconderam sua intenção de causar o mal contra judeus. Não vamos esquecer, não vamos silenciar e não vamos relativizar o ódio”, afirmou Daniela.

A presidente da FIRS reforçou também a importância do combate à intolerância religiosa e étnica. “Temos jovens que hesitam em revelar suas identidades e famílias que hesitam em usar símbolos judaicos por medo da intolerância. O destinatário desse discurso de ódio não são apenas os judeus, mas todos que acreditam em uma sociedade diversa e igualitária. O extremismo não pergunta quem você é. Por isso, o combate não pode ser tarefa de apenas um grupo. Continuaremos sendo orgulhosamente quem nós somos”, completou.

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A praça ficou lotada para o ato de memória às vítimas do ataque terrorista. Entre as autoridades que participaram do ato estavam o cônsul-geral da Itália em Porto Alegre, Luis Cavalieri, a cônsul da Alemanha em Porto Alegre, Martina Wolf-Melgar Bastidas, o secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Fabrício Peruchin, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, vereadores da Capital e representantes do consulado dos Estados Unidos no RS.

“Hoje é um dia de silêncio e reflexão. Em nome do governo do Estado, me solidarizo com as famílias das vítimas e especialmente com o nosso querido e estimado povo judeu que reside no RS. A presença de representantes de outras religiões e de outros países significa uma união de esforços nesse propósito de convivência inter-religiosa”, afirmou o secretário Peruchin.

“Essa data é de muita dor, mas também de muita reflexão. Esse ato é pela memória das vítimas, mas também de solidariedade com as famílias enlutadas. É um momento de repúdio ao ódio e ao terrorismo e uma busca pela paz. Nossa cidade é composta de muitas etnias, mas só um povo. Todos precisamos estar unidos para combater o terror. E só há um caminho, que é o da paz”, concluiu o prefeito Melo.