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Nostálgicos e em extinção, táxis “laranjinhas” ainda são 10% da frota ativa em Porto Alegre

São 280 veículos vermelho-ibérico circulando por Porto Alegre, de um total de quase 2,8 mil

Porto Alegre ainda tem táxis na cor vermelho ibérico
Porto Alegre ainda tem táxis na cor vermelho ibérico Foto : Alina Souza

Outrora símbolos de Porto Alegre, os táxis na cor vermelho-ibérico, também popularmente conhecidos como “laranjinhas”, estão cada vez mais raros, representando, neste mês, somente 10% da frota ativa da cidade, com os outros 90% brancos com faixa vermelha, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Em janeiro deste ano, os coloridos eram quase 20% do total.

Os automóveis vermelho-ibérico eram, conforme o levantamento mais recente da EPTC, 280 do total de 2.769 em circulação. Somente neste ano, 177 novos carros passaram a circular. Ainda há 2.911 prefixos ativos e 3.685 condutores ativos. “Daqui a pouco, todo mundo vai acabar tendo que trocar. Algumas pessoas reclamam na rua, porque é mais fácil de enxergar o laranja. Posso dizer que o laranjinha é um patrimônio de Porto Alegre”, disse o taxista Vagner Abreu, que atua na função desde 2004.

Hoje, ele aluga um táxi da cor tradicional, cujo ponto é junto ao Largo Glênio Peres, no Centro Histórico. “Se têm tantos carros brancos por aí e você precisa de um táxi na rua, quem você vai atacar? Como (o passageiro) vai saber? Os clientes ficam bastante confusos. Terei que mudar no ano que vem, mas com bastante dor no coração”, questionou ele. A mudança nas cores ocorre, na prática, desde 2018, quando a Nova Lei Geral do Táxi foi aprovada na Câmara Municipal, mas a alteração da identidade visual veio a partir de uma emenda de três vereadores, ainda em dezembro de 2017.

Na prática, não é obrigatória a troca das cores dos veículos do vermelho-ibérico para o branco, mas a adequação às novas cores é definida pela vida útil dos automóveis antigos da frota, conforme outra lei de 2018. Hoje, o veículo deve ser trocado após 10 anos. A Prefeitura afirma que as alterações “valorizam a categoria e resultam em usuários mais satisfeitos, seguros e confiantes na prestação do serviço”.

“A adoção da cor branca como padrão de toda a frota (...) propiciará uma melhor viabilidade econômica para a atividade, dispensando os taxistas de terem que pintar ou adesivar os carros no momento da compra e ingresso na frota, bem como no momento da venda a particulares”, disse a justificativa do texto. A mudança na regulação dos táxis modificou também uma série de dispositivos deste transporte em Porto Alegre.

Entre elas, passou a ser realizada a análise da ficha criminal e houve a exigência da realização de exames toxicológicos para todos os motoristas cadastrados. Padronizou também o padrão de vestimenta para homens e mulheres e o uso do cartão de débito e crédito. Segundo a EPTC, estas medidas trouxeram mais segurança, confiabilidade e qualidade ao serviço.

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