Cidades

Plantas aquáticas presentes em água contaminada se proliferam no rio Gravataí, em Canoas

Nível do rio vem subindo de forma consistente nos últimos dias, devido às chuvas recentes

Em Canoas, o Rio Gravataí está repleto de pístias, também conhecido como alfaces d’água
Em Canoas, o Rio Gravataí está repleto de pístias, também conhecido como alfaces d’água Foto : Camila Cunha

O Rio Gravataí, no bairro Niterói, em Canoas, na Região Metropolitana, tem sido local de presença das pistias, plantas aquáticas que se desenvolvem em matéria orgânica e, de acordo com especialistas, podem ser indicadores de água contaminada. Moradores locais afirmam que a presença delas é recente, e este é o fato novo depois das chuvaradas dos últimos dias. Os próximos prometem ser de novos episódios de calorão, preocupando quem já vem sofrendo com a estiagem. “Aqui embaixo estava cheio de barro, mas houve trabalhos de dragagem, agora pararam”, contou o vigilante Vilson da Silva, que trabalha nas obras próximas ao rio.

Os sedimentos removidos do fundo foram colocados em uma área ao lado, na margem. A área em questão é próxima das bombas da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Corsan e ao lado de um clube náutico, junto a divisa com Porto Alegre. “Agora, tem bastante lixo no rio. Às vezes, descem muitos objetos, garrafas PET, bombonas, móveis, até bichos mortos”, acrescentou ele.

O Gravataí estava, nesta quarta-feira, com a marca de 2,07 metros na ETA Alvorada, 1,48 metro na ETA Gravataí, no Passo dos Negros e 2,05 metros no Passo das Canoas, também em Gravataí. A condição, pelo terceiro dia consecutivo, ficou em atenção, de acordo com o monitoramento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), com as captações que não são para o abastecimento humano normais. Os níveis vêm subindo de forma consistente nos últimos dias.

No Rio dos Sinos, não é diferente, com as marcas de 3,58 metros na régua da Corsan, em Campo Bom, 3 metros na medição do Semae, em São Leopoldo, e 4,58 metros na Comusa, em Novo Hamburgo. As captações também estão liberadas. No Guaíba, a régua do Centro Histórico, na Usina do Gasômetro, acusou 1,56 metro nesta quarta, em tendência de estabilidade. As chuvas chegaram a elevar os níveis para algo em torno de 1,80 metro na última terça, porém a queda nas marcas foi novamente rápida.

Segundo o boletim de estiagem da Defesa Civil Estadual, 156 municípios gaúchos foram atingidos pela atual seca até esta quarta, afetando uma população de 1,1 milhão de gaúchos. As mais recentes cidades incluídas na lista, na terça, foram São Valentim, Paim Filho, Rondinha, Sete de Setembro, Saldanha Marinho e Esmeralda. 150 municípios tem registro no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) e 138 têm decreto no mesmo sistema.