Cidades

Prédio de 24 andares é evacuado em oito minutos durante simulado no Centro Histórico de Porto Alegre

Galeria Di Primio Beck passou por simulação de incêndio na manhã desta sexta-feira

Simulação de evacuação em caso de incêndio no prédio Di Primio Beck, no Centro de Porto Alegre
Simulação de evacuação em caso de incêndio no prédio Di Primio Beck, no Centro de Porto Alegre Foto : Camila Cunha

Uma simulação de incêndio movimentou o Centro Histórico de Porto Alegre na manhã desta sexta-feira. A Galeria Di Primio Beck, com 24 andares, na rua dos Andradas, foi evacuada em oito minutos para testar os sistemas de proteção contra chamas. A ação foi acompanhada pelo Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS).

De acordo com a arquiteta Fernanda Pinheiro, responsável pelo Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI) do local, o simulado é realizado a cada seis meses. Também segundo ela, o prédio, construído na década de 1960, foi adaptado à luz da legislação atual, contando com sistemas de hidrantes, detecção e alarme de incêndio, além de escadas de emergência com enclausuramento e portas corta-fogo.

"Esta é uma etapa fundamental pra salvarmos e guardarmos a vida das pessoas, e que elas entendam como funciona a dinâmica da evacuação do prédio em uma emergência", disse ela. A capacidade máxima da Galeria Di Primio Beck é de dois mil ocupantes, embora, no momento da simulação, não havia ocupação total. Todos os brigadistas da galeria, cem, ou por volta de quatro por andar, foram acionados para auxiliar na evacuação.

Ainda de acordo com Fernanda, o prédio possui uma ponte no 19º andar, que o interliga com o edifício vizinho, permitindo que os frequentadores e trabalhadores do local possam se deslocar até lá em caso de necessidade. Apesar de o simulado em si iniciar pouco depois das 10h, a preparação foi iniciada já às 9h. O alarme contra incêndio também foi acionado, fazendo com que as pessoas iniciassem a saída rapidamente.

Elas se reuniram na frente do prédio, na Praça da Alfândega. "Todos os órgãos estão cientes de nossa movimentação, desde os Bombeiros, até a Defesa Civil, Brigada Militar e Prefeitura. O comportamento sempre esperado é que as pessoas desçam normalmente, não se machuquem e permaneçam no ponto de encontro até a liberação novamente", salientou a arquiteta.

Veja Também