O município de Rio Grande, no Sul do Estado, foi um dos mais afetados pelo temporal da madrugada de segunda-feira. Segundo informações da Defesa Civil, foram registradas rajadas de vento de 113km/h, o que causou danos em prédios públicos e privados. Mais de 80% da rede elétrica foi atingida, conforme decreto de emergência assinado pela prefeita Darlene Pereira.
Dados preliminares da Prefeitura indicam que, até a manhã desta quarta-feira, pelo menos 601 famílias haviam solicitado lonas para cobrir suas casas destelhadas com o vendaval. O número representa o somatório de pedidos de lonas e telhas recebidos pela Defesa Civil na área central da cidade e pela Secretaria do Interior (Sminter), que está atendendo as regiões rurais.
Apesar dos impactos, não há pessoas em abrigos. Entretanto, muitas se deslocaram para casas de parentes ou amigos, especialmente pela interrupção dos serviços de energia elétrica e internet. Conforme dados da Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, até a noite de terça-feira, foram registradas 38 árvores caídas na área central, assim como 35 galhos quebrados.
As equipes já realizaram o atendimento de boa parte deste total, porém ainda restam trabalhos a serem feitos na Praça Xavier Ferreira, na avenida Primeiro de Maio, na rua Almirante Barroso, na rua Dois de Novembro, assim como na revisão dos danos no bairro Parque Marinha. No interior do município, ao menos 18, que estavam obstruindo as vias, já foram retiradas.
Outras 12, que atingiram casas ou a rede elétricas também estão sendo removidas. Ainda não há um levantamento sobre o número total de árvores caídas nas propriedades. Além disso, a força dos ventos também causou outros danos nas propriedades rurais. Muitos galpões e outras instalações foram destruídos.
Segundo a Sminter, cerca de 70% da área rural ainda está sem sinal de telefone e internet, o que dificulta o contato, inclusive com a Defesa Civil. Considerando o contexto, a Secretaria tem atendido diretamente os moradores, inclusive com visitas nas propriedades. Esse trabalho avança conforme o possível, considerando a grande extensão da área rural.
Após o vendaval, mais de 70 mil consumidores ficaram sem fornecimento de energia no Rio Grande, representando cerca de 70% do total. De acordo com a CEEE Equatorial, o serviço foi restabelecido para 80% dos clientes afetados. Na zona rural, também há falta de energia. De acordo com a Sminter, a energia elétrica ainda não está disponível nas regiões da Quintinha, Nova Quinta, parte da Vila da Quinta, Siola, Belendengue, Sarandi, Ponte Federal, Capilha, Ilha dos Marinheiros, Povo Novo, Barra Falsa, Torotama, Barro Vermelho e Capão Seco.
Chega a 45 o número de escolas da rede municipal que retornaram as atividades nesta quarta-feira. Farmácias municipais, hospitais e UPAs funcionam normalmente, enquanto unidades básicas de saúde seguem em retomada gradual conforme o restabelecimento da energia elétrica. A Secretaria Municipal da Saúde também está buscando contato com as equipes e unidades localizadas no interior do município para atualizar o diagnóstico sobre as condições de funcionamento dos serviços.
O levantamento é necessário, especialmente, porque as bombas responsáveis pelo abastecimento dos postos artesianos dependem de energia elétrica para funcionar, o que pode interferir diretamente no acesso à água nessas localidades. Até o momento, as ações de limpeza da prefeitura já contemplaram os bairros Cidade Nova, Getúlio Vargas, Lar Gaúcho, Navegantes, Vila Militar, Salgado Filho, Centro, Leônidas, Rural, Cohab I, Cohab II e Miguel de Castro Moreira.
As equipes responsáveis pela manutenção das praças e pela iluminação pública também seguem mobilizadas na limpeza e identificação de pontos danificados, além da manutenção e recuperação da iluminação, restabelecendo as condições de segurança e funcionamento dos espaços públicos. O serviço do estacionamento rotativo também foi retomado nesta quarta-feira no município.
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