O Prêmio de Jornalismo do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) foi criado em 1984 e é um dos mais antigos do Rio Grande do Sul. Com uma longa trajetória, o tema da 43ª edição é bem atual: o feminicídio. Somente no Estado, já são 56 crimes desse tipo, motivo pelo qual o assunto tem sido recorrente no noticiário.
Para reconhecer os melhores trabalhos jornalísticos sobre o tema, o prêmio do MJDH receberá inscrições em 11 categorias: Impresso, Fotografia, Áudio (Rádio e Podcast), Televisão, Jornalismo Online, Crônica, Documentário, Grande Reportagem (livro), Multimídia, Acadêmico e Comunicação Pública. As inscrições abrem na próxima quinta-feira, 1º de outubro, e seguem até 25 de outubro.
Na tarde desta quinta-feira, o presidente do MJDH, Jair Lima Krischke, visitou a sede do Correio do Povo, em Porto Alegre, para divulgar a edição deste ano. Ele justificou a escolha do tema.
“O feminicídio se transformou numa praga e não podia ser outro tema que não fosse esse. Atinge um número altíssimo de casos e é necessário implementar políticas públicas para enfrentar o assunto. A imprensa tem uma contribuição fundamental. Por isso que a gente escolheu esse tema”, disse.
Em uma longa conversa sobre jornalismo e segurança pública, Krischke também questionou a cobertura da imprensa gaúcha sobre o feminicídio.
“Acho que a imprensa não tem abordado bem o tema. Centra muito o noticiário na vítima. Mas e o autor que comete o feminicídio, você já viu que a imprensa não fala muito? Acho que é preciso pensar um pouco sobre isso. É uma contribuição fundamental que a imprensa tem a dar, uma abordagem mais completa para a sociedade, porque esse é um problema comportamental da sociedade”, avaliou.
O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS, Roque Reckziegel, e o secretário do MJDH, Afonso Roberto Licks, acompanharam Krischke na visita.
O Prêmio de Jornalismo do MJDH tem parceria com a seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), a CAARS, a Regional Latino-Americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel UITA) e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS).
As inscrições e demais informações sobre o prêmio estão disponíveis no site direitoshumanosbr.org.br e pelo e-mail mjdhbr@gmail.com.
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