A cerimônia de premiação do Prêmio Direitos Humanos de jornalismo 2025 aconteceu na noite desta quarta-feira, 10, no espaço OAB/RS Cubo, em Porto Alegre. Com o tema "O passado que não passa", a 42° edição do prêmio reconheceu trabalhos nas categorias multimídia, áudio, fotografia, televisão, online, documentário, grande reportagem, crônica e trabalhos acadêmicos.
A jornalista do Correio do Povo Karina Reif conquistou o terceiro lugar na categoria impresso com a reportagem “Após a enchente, aumentam os registros de trabalho infantil em Porto Alegre”, publicada em março deste ano. Já o jornalista Paulo Mendes ganhou menção honrosa na categoria crônica com o texto “Mãos invisíveis que embalam o mundo”. Fernanda da Veiga também recebeu o segundo lugar na categoria de trabalhos acadêmicos com a reportagem “Tragédia sem rosto: quem eram as vítimas da pousada garoa?”.
Considerado o “Oscar” do jornalismo, o prêmio teve 275 trabalhos inscritos neste ano. Em entrevista ao CP, o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, disse que a comissão julgadora teve trabalho para escolher os vencedores. "Os jornalistas, na sua labuta diária, eles estão escrevendo a história. Aquilo que hoje é um noticiário, amanhã é história”, exaltou.
Krischke lembrou que a cerimônia de premiação foi realizada no dia do aniversário de 77 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão: "É o farol que devemos seguir". "Nós precisamos da imprensa. A imprensa é nossa parceira, não só na denúncia das violações, mas também num trabalho que talvez é mais importante, que é a criação de uma consciência do que são os direitos humanos e sua importância", destacou o presidente.
Durante a cerimônia, ao justificar o tema da edição deste ano, "O passado que não passa", fez referência ao período da ditadura militar no Brasil. "Nós não enfrentamos nosso passado recente. É preciso fazer com que a sociedade tome consciência desse passado. É a única forma de resguardarmos a democracia", enfatizou.
Também presente na mesa e na promoção do prêmio, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio Grande do Sul (OAB/RS), Leonardo Lamacchia, também exaltou o trabalho da imprensa na defesa dos direitos humanos. "É uma iniciativa da ordem que visa valorizar o trabalho da imprensa, essa nossa defesa permanente da liberdade de imprensa e de expressão. Mais do que isso, é a oportunidade para que reportagens recebam aqui o reconhecimento de temas extremamente relevantes para a democracia, para o Estado de Direito, que são pautas da OAB", disse Lamacchia lembrando a iniciativa da Sala de acolhimento Pérola da OAB/RS, que presta atendimentos a advogadas vítimas de violência.