Cidades

Jornalistas do Correio do Povo são reconhecidos no Prêmio Direitos Humanos de jornalismo

Karina Reif, Paulo Mendes e Fernanda da Veiga estão entre os vencedores da 42ª edição, que teve 275 trabalhos inscritos.

42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo teve como tema “O passado que não passa”.
42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo teve como tema “O passado que não passa”. Foto : Fabiano do Amaral

A cerimônia de premiação do Prêmio Direitos Humanos de jornalismo 2025 aconteceu na noite desta quarta-feira, 10, no espaço OAB/RS Cubo, em Porto Alegre. Com o tema "O passado que não passa", a 42° edição do prêmio reconheceu trabalhos nas categorias multimídia, áudio, fotografia, televisão, online, documentário, grande reportagem, crônica e trabalhos acadêmicos.

A jornalista do Correio do Povo Karina Reif conquistou o terceiro lugar na categoria impresso com a reportagem “Após a enchente, aumentam os registros de trabalho infantil em Porto Alegre”, publicada em março deste ano. Já o jornalista Paulo Mendes ganhou menção honrosa na categoria crônica com o texto “Mãos invisíveis que embalam o mundo”. Fernanda da Veiga também recebeu o segundo lugar na categoria de trabalhos acadêmicos com a reportagem “Tragédia sem rosto: quem eram as vítimas da pousada garoa?”.

42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é o “O passado que não passa”. | Foto: Fabiano do Amaral

Considerado o “Oscar” do jornalismo, o prêmio teve 275 trabalhos inscritos neste ano. Em entrevista ao CP, o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, disse que a comissão julgadora teve trabalho para escolher os vencedores. "Os jornalistas, na sua labuta diária, eles estão escrevendo a história. Aquilo que hoje é um noticiário, amanhã é história”, exaltou.

Krischke lembrou que a cerimônia de premiação foi realizada no dia do aniversário de 77 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão: "É o farol que devemos seguir". "Nós precisamos da imprensa. A imprensa é nossa parceira, não só na denúncia das violações, mas também num trabalho que talvez é mais importante, que é a criação de uma consciência do que são os direitos humanos e sua importância", destacou o presidente.

Durante a cerimônia, ao justificar o tema da edição deste ano, "O passado que não passa", fez referência ao período da ditadura militar no Brasil. "Nós não enfrentamos nosso passado recente. É preciso fazer com que a sociedade tome consciência desse passado. É a única forma de resguardarmos a democracia", enfatizou.

42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é o “O passado que não passa”. | Foto: Fabiano do Amaral

Também presente na mesa e na promoção do prêmio, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio Grande do Sul (OAB/RS), Leonardo Lamacchia, também exaltou o trabalho da imprensa na defesa dos direitos humanos. "É uma iniciativa da ordem que visa valorizar o trabalho da imprensa, essa nossa defesa permanente da liberdade de imprensa e de expressão. Mais do que isso, é a oportunidade para que reportagens recebam aqui o reconhecimento de temas extremamente relevantes para a democracia, para o Estado de Direito, que são pautas da OAB", disse Lamacchia lembrando a iniciativa da Sala de acolhimento Pérola da OAB/RS, que presta atendimentos a advogadas vítimas de violência.

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