Representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) visitaram a planta de biometano da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), localizada em Minas do Leão, cuja estrutura, financiada com recursos do banco, terá capacidade para produzir 66 mil metros cúbicos de biometano por dia, com investimentos que ultrapassam R$ 130 milhões. Atualmente, a obra está em fase avançada de comissionamento e tem previsão de inauguração para julho deste ano.
Segundo o diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, a empresa é a única no Rio Grande do Sul a dominar a tecnologia de produção de biometano a partir do biogás gerado em aterros sanitários. "Esse projeto é um exemplo de como é possível crescer de forma sustentável, utilizando soluções inovadoras que respeitam o meio ambiente e contribuem diretamente para a qualidade de vida da população gaúcha", destacou.
Além da planta em Minas do Leão, a CRVR anunciou recentemente a construção de uma segunda unidade de biometano, desta vez na cidade de São Leopoldo. A nova estrutura terá capacidade para gerar 34 mil metros cúbicos de biometano por dia, com investimentos totais superiores a R$ 100 milhões.
Somadas, as duas plantas representam investimentos de R$ 230 milhões, consolidando a empresa como uma das principais impulsionadoras de energia limpa no estado. "A iniciativa reforça o compromisso da CRVR com a transição para uma economia de baixo carbono, alinhada às demandas globais por fontes de energia renovável e à necessidade de reduzir os impactos ambientais", completou Girondi.
O BIOMETANO NA POLÍTICA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
O biometano é um gás renovável produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de matérias orgânicas, como o lixo urbano que é destinado aos aterros sanitários. Com características e eficiência energética semelhantes ao gás natural fóssil, ele pode ser utilizado como combustível para veículos, aquecimento, geração de energia e processos industriais.
Ao lado do diesel verde e do combustível sustentável para a aviação, o biometano fecha a trinca do novo programa do governo federal de incentivo à transição energética — o Combustível do Futuro —, sancionado pelo Governo Federal em 2024. Entre outras ações, o texto prevê a criação de programas de incentivo à produção, estabelece um marco regulatório para captura e estocagem de carbono e destrava investimentos de R$ 260 bilhões no setor.
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