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Revitalização da Andradas é discutida, mas paralelepípedos serão mantidos, diz prefeitura de Porto Alegre

Calçamento histórico não será alterado na primeira via da Capital, entre a Caldas Júnior e a General Salustiano, no âmbito do Centro+4D

PAVIMENTAÇÃO NA ANDRADAS
PAVIMENTAÇÃO NA ANDRADAS Foto : Mauro Schaefer

Dentro do programa Centro+4D, instituído pela prefeitura de Porto Alegre para revitalização do Centro Histórico e do 4º Distrito, há dúvidas de moradores e comerciantes a respeito do calçamento histórico da rua dos Andradas, entre a Caldas Júnior e a General Salustiano. Mas, apesar da reforma e requalificação de diversas vias incluídas no projeto, que recebe investimentos do Banco Mundial e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), na Andradas nada dos elementos históricos dos paralelepípedos será alterado.

A garantia é da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), responsável pelo Centro+4D, que está em andamento, explicou a pasta. “Por ora, estão sendo realizadas etapas burocráticas, e teremos nos próximos meses as licitações. O objetivo é que o financiamento seja realizado até o final do ano de 2028”, acrescentou a SMPG. Perguntada especificamente a respeito do calçamento com paralelepípedos da Andradas, a secretaria disse que as questões do que será feito e como será realizado “estão sendo discutidas internamente”.

“No entanto, ao longo dos próximos meses, a secretaria irá comunicar aos moradores de que maneira faremos estas intervenções, e naturalmente incorporar as ideias da comunidade”. O programa Centro+4D, explicou ainda a pasta, é parte do guarda-chuva de um pacote maior de investimentos, o POA Futura, que prevê intervenções de cerca de R$ 7 bilhões para diversas áreas e locais de Porto Alegre.

Primeira via da Capital, a também conhecida como rua da Praia, devido ao fato de que as águas do Guaíba chegavam próximas aos aterros na área, ajuda a compreender uma parte significativa da história da cidade. Ali, os inúmeros prédios icônicos, muitos deles centenários, também resguardam parte da evolução histórica de Porto Alegre, como a sede do Comando Militar do Sul (CMS), Igreja das Dores, Quartel da Brigada Militar, Praça Brigadeiro Sampaio e Casa de Cultura Mario Quintana, entre tantos outros.

Hoje, a via a partir da qual a Capital se desenvolveu, cresceu e se tornou a vitrine do Rio Grande do Sul para o mundo, é apinhada de comércios, prestadores de serviços e uma vida vibrante, enquanto, ao mesmo tempo, preserva um passado arquitetônico em seu piso igualmente histórico, cuja preservação, segundo a prefeitura, deverá ser mantida intacta.

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