Cidades

Rodoviários e empresas entram em acordo para reajuste salarial pela inflação em Porto Alegre

Além disso, vale-alimentação aumentará em R$ 2 para a categoria, com data-base em 1º de fevereiro

Ônibus de Porto Alegre
Ônibus de Porto Alegre Foto : Camila Cunha / CP Memória

Os sindicatos dos Trabalhadores Rodoviários de Porto Alegre (Stetpoa) e das Empresas de Ônibus da Capital (Seopa) entraram em acordo para o reajuste salarial a partir de 1º de fevereiro, data-base do setor. O aumento será pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado dos últimos 12 meses, de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026.

“No mais, foram mantidas as cláusulas vigentes, com o vale alimentação aumentado para R$ 42”, afirmou o advogado e consultor do Seopa, Alceu Machado. Este valor é R$ 2 superior ao do ano anterior. Já o plano de saúde foi limitado ao crescimento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ainda conforme ele. De acordo com o 2º vice-presidente do Stetpoa, Márcio Vinícius Silveira Campos, as negociações foram fechadas no último dia 16 de janeiro, mas iniciaram bem antes, entre novembro e dezembro.

“Mandamos uma lista de quase 20 pedidos, mas o único que foi atendido em sua totalidade foi o auxílio-funeral”, disse ele. O valor, pago à família quando há o falecimento do funcionário, foi para um salário-base de motorista, até então em R$ 3.412,33. Houve inicialmente um impasse em relação aos valores gerais negociados, porém, em assembleia, a categoria decidiu pela aceitação.

“Entendemos que não foi a negociação que queríamos, não foi dos nossos sonhos, porém entendemos que é preciso dar um passo atrás. E também que a Prefeitura subsidia um valor da tarifa, que o número de passageiros vem diminuindo e que as empresas integraram muitas linhas. Isso tudo, somado ao transporte por aplicativo, afasta os usuários do transporte público”.

Ainda conforme Campos, há pouca transparência da Administração Municipal por parte dos subsídios dados às companhias de transporte, crescentes dificuldades operacionais enfrentadas pelos trabalhadores, como a jornada do motorista atuando sozinho e as condições classificadas por ele como “precárias” do trânsito de Porto Alegre, o que gera aumento do índice de acidentes com coletivos. “Este é o primeiro ano da nossa gestão, mas no ano que vem vamos nos debruçar sobre a planilha de cálculo, pelas informações que tivermos, para chegar a um denominador mais justo, na nossa concepção”, destacou.

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