O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) realizou, na tarde desta quarta-feira, a cerimônia de descerramento da fotografia do desembargador Alberto Delgado Neto na Galeria de Presidentes da Corte. O magistrado esteve à frente do Judiciário gaúcho no biênio 2024-2025, sendo substituído em fevereiro de 2026 pelo atual presidente, desembargador Eduardo Uhlein.
A solenidade ocorreu na sede do Tribunal, em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite e de representantes de instituições como Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal Regional do Trabalho e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao receber a homenagem, Delgado Neto destacou sua trajetória de mais de 45 anos no sistema de Justiça, dos quais mais de 36 foram dedicados à magistratura e mais de 20 à atuação em diferentes funções administrativas do Tribunal.
“As gestões passam, as pessoas passam, mas as instituições permanecem. É justamente por isso que a boa governança exige decisões que transcendem o presente, que não pensem apenas no próximo mandato ou na popularidade imediata” afirmou.
O ex-presidente também mencionou medidas de valorização dos servidores e ampliação da estrutura do Judiciário, como a criação de 30 cargos de desembargador e mais de 800 cargos de assessoria para juízes de primeiro grau, além da revisão do plano de carreira dos servidores.Na avaliação dele, a gestão também foi marcada pelo fortalecimento do diálogo e da cooperação entre instituições.
“Investimos principalmente em um forte avanço das relações institucionais, voltadas à aproximação com a sociedade e com o cidadão”, disse Delgado Neto.
GALERIA DE FOTOS: Descerramento de Fotografia do Desembargador Alberto Delgado Neto
Continuidade do TJRS
Ao destacar o significado da homenagem, o atual presidente do TJRS, desembargador Eduardo Uhlein, afirmou que a galeria representa mais do que uma tradição: é um registro da memória institucional e da continuidade do trabalho desenvolvido por diferentes administrações.
“A galeria de fotografias de ex-presidentes não é apenas a reunião de retratos. Cada fotografia ali representa um período da história deste tribunal. É a representação visível da continuidade do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul através do tempo. As pessoas passam, os cargos são temporários, as circunstâncias se transformam, mas a instituição permanece” afirmou.
Uhlein também destacou a atuação do antecessor durante as enchentes de 2024, quando a sede do TJRS e outros 20 prédios do Judiciário foram atingidos. Entre as iniciativas do período, mencionou a articulação que possibilitou o repasse de cerca de R$ 200 milhões para aproximadamente 95 municípios afetados, além da migração de 10 milhões de processos para a nuvem, que garantiu a continuidade dos serviços judiciais.