O empresário Luciano Weber, criador da Valhalla Vinhos e CEO da Device Corporate, visitou o Correio do Povo nesta terça-feira. Recebido por pelo diretor-presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas, e pelo diretor comercial do jornal, João Müller, ele conheceu parte do acervo histórico do jornal e destacou a importância dos registros para a memória do Rio Grande do Sul e do Brasil.
“Eu achei espetacular. Não tinha nem noção da grandiosidade de informações que tem aqui. Tudo o que aconteceu no Estado passa e tem registro por aqui”, afirmou Weber. Durante a visita, ele observou registros de diferentes períodos da história gaúcha, incluindo notícias sobre a história da produção de vinhos no Rio Grande do Sul.
Vinhos com identidade própria
A visita também abriu espaço para uma conversa sobre a trajetória do empresário no setor vitivinícola. Com um projeto próprio no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, Weber aposta em uma produção de pequena escala, com identidade própria e inspiração na mitologia nórdica.
O projeto Valhalla começou a ganhar caráter comercial em 2021, depois de anos em que a produção era voltada a experiências entre amigos. A vinícola está localizada dentro da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, e a proposta é valorizar as particularidades de cada safra, em vez de buscar um perfil padronizado para os rótulos.
“Eu vou entender o que a natureza me deu. Depois de entender o que a natureza me deu, vou conduzir aquela safra com uma pegada diferente”, explicou.
A mitologia também orienta a identidade dos vinhos. Entre os rótulos estão o Chardonnay Astrid, o Pinot Noir associado às Valquírias e o Merlot Ragna. A linha inclui ainda o Freia, nome inspirado na deusa da fertilidade.Weber acompanha de perto as etapas da produção, desde a seleção das uvas, realizada com a participação da família, até o trabalho na cantina.
Empresário aposta em rótulos exclusivos
A estratégia comercial da Valhalla prioriza restaurantes, empórios, wine bars e lojas especializadas. Weber também busca ampliar a presença dos rótulos em restaurantes de maior notoriedade, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo ele, o público de vinhos mais experiente tende a valorizar a descoberta de novos perfis e as diferenças entre safras.
“Eu não vou tentar fazer o mesmo vinho do ano passado, que é o que mais acontece no mercado. Eu quero justamente potencializar as diferenças. A cada ano, conduzo a minha produção de forma diferente,” afirmou.
Além da atuação no setor vitivinícola, Weber é engenheiro de processos e dirige a Device Corporate, empresa que trabalha com projetos industriais, incluindo a indústria de bebidas. A experiência profissional, segundo ele, contribui para o conhecimento técnico aplicado à produção de vinhos, embora considere a relação com o terroir e a natureza elementos centrais do projeto.